O empresário Márcio Ferrari está disposto ampliar sua produção. Além de fabricar equipamentos de proteção, usado na construção civil e metalúrgica, como as luvas, aventais, perneiras (proteção para as pernas), mangotes (proteção para os braços), ele quer criar novas ‘padronagens’ de couro e até confeccionar cintos e bolsas com o couro mais trabalhado.
Ele pretende navegar pelo segmento de moda. â€œÉ uma idéia antiga, já tenho uma máquina para fazer cintos masculinos e femininos. Falta mão-de-obra qualificada.â€
Ele acha interessante saber que existem mercados a serem desbravados. “Aqui nós temos um único produto que são as luvas de raspas.â€
Para melhorar essa situação, ele que também faz parte da secretaria de desenvolvimento do município. “Trouxemos, através do Sebrae e do Senai, os cursos de pesponto e costura. A idéia é qualificar pessoas para poder diversificar.â€
O problema, segundo ele, é que a qualificação profissional não atrai muito, especialmente as costureiras. “A participação é muito pequena. Temos aproximadamente 1.500 costureiras para uma população de 11 mil habitantes, é quase 15% da população que costura luvas. No primeiro curso nós tivemos 90 costureiras, algumas já tinham formação e fizeram reciclagem.â€
Os cursos continuam, graças a uma parceria da Prefeitura e da Sindacouros. “Temos seis máquinas para continuação do curso. Já temos outra turma com seis alunos. Estamos tentando aumentar o treinamento de 30 para 45 dias.â€
Exportar é outra alternativa que está na agenda do empresário. “Já vendemos para o Brasil todo. Pretendo exportar, inclusive tenho uma empresa que está apta a exportar. Eu me antecipei a esse processo.â€