08 de julho de 2026
Regional

Município quer profissionalizar setor

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

De olho no futuro a administração municipal de Bocaina investe na atualização do segmento. Além do apoio na tentativa de baixar custo, a municipalidade tenta levar aos empresários uma nova visão do mercado de couro. “Com a parceria do Sebrae estamos buscando alternativas para o couro. Aqui, a maioria dos coureiros trabalha no mesmo segmento, precisamos ter outras frentes, explica o prefeito de Bocaina, João Francisco Bertoncello Danieletto.

Ele diz que em Bocaina há várias indústrias de acabamento de couro e todas com o mesmo perfil. “Elas produzem equipamentos de proteção individual como luvas, aventais etc. O mercado sofreu uma queda este ano e o pessoal está apreensivo. Eles precisam conhecer novos mercados para não ficar nessa situação”.

De acordo com ele, aqueles que exportam estão tendo uma remuneração melhor porque os contratos são fechados em dólar. “Mas não são todos que estão fazendo exportação. O objetivo da prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico é criar alternativas de produção, buscar novos nichos de mercado.

O empresário do couro, Marcos Moretto acredita descobrir novos nichos de mercado é um estímulo para as empresas de Bocaina. “A gente pensa há muito tempo em trabalhar com a moda, mas ainda não conseguimos colocar em prática a idéia. Não é uma mudança que se faz do dia para noite.”

Na opinião dele, este tipo de evento serve para que o empresário acredite que isso pode acontecer. “Eu não lanço moda. Os curtumes de Curitiba, Nova Hamburgo criam e lançam no mercado. Eu aqui sou basicamente um prestador de serviço, eu faço acabamento. Em Bocaina não tem curtume.”

O empresário diz que pretende exportar. “Quem não gostaria de exportar? Eu gostaria, mas não sei se tenho estrutura, se tenho a tecnologia para a exportação, o sonho de exportação é do grande e do pequeno, eu me considero pequeno.”

Ele lembra que faz acabamento há dois anos e meio. “O nosso forte sempre foi camurça. Nunca pesquisamos se a camurça tem boa aceitação no exterior. Quando montamos a empresa visamos o mercado de Jaú, Franca, São Paulo, Brasil todo. Estou mais focado em Jaú, capital do calçado feminino.”