Conquanto eu respeite e admire as habituais inserções do sr. Henrique P. de Aquino nessa Tribuna, não posso deixar de responder às críticas feitas a mim por este senhor na carta de 10/10, alegando que eu teria me esquecido dos desmandos de governos anteriores para criticar de forma tão veemente o atual governo.
De forma alguma, sr. Henrique, esqueci-me de cada nefasto esquema de corrupção montado nos governos dessa nação, sejam eles do PSDB, PMDB, PP, PT ou “P-seja-lá-o-que-for”, que não caberiam numa edição domingueira desse diário se tivessem que ser rememorados. Apenas, no atual contexto - ao que parece não compreendido por V.Sa. - a crítica de minha missiva foi ao partido que mais se autoproclamou guardião da moralidade e da ética, daqueles que, mesmo afogados em lama suja, ainda bradam decência. E, cá entre nós, o PT está superando o somatório de todos os esquemas anteriores, isso não se pode negar.
Talvez apenas concorde com V.Sa. ao declarar-me preconceituoso no quesito educação. Sinto-me envergonhado ao ver Lulalá perfilado aos demais governantes de outros países, tal como no encontro do G8, e ter a infeliz constatação de que ele é o único semi-alfabetizado do grupo. E o que é pior, ficou vinte anos gozando de uma vida nababesca sem sequer se preocupar em melhorar sua condição pessoal, embora tendo condições financeiras de fazê-lo, ao contrário de uma gama de infelizes miseráveis que é mantida na miserabilidade para ser o reduto do PT de Lula. Sou contra, sim, o ignorante de carteirinha, que prefere sustentar publicamente a vantagem do “diploma de posse” em detrimento do diploma universitário. Raciocínio defendido por V.Sa., em nome de um proletariado subjugado pelas elites, foram mais perigosos nas mãos de Lenin, Sadam Hussaim e Mao Tsé Tung, que igualmente tinham “pouco estudo”, que qualquer governo militar contemporâneo.
E finalizando, sou democrata, sim, sr. Henrique, ao ponto de declarar que me engajaria às armas para lutar por aquilo que acredito, mas nunca por uma causa tão deprimente e insana quanto aquelas que foram, felizmente (mas não fatalmente), expurgadas pelos militares, hodiernamente defendida pelos ladrões semi-analfabetos do Planalto.
Ivan Garcia Goffi - cidadão brasileiro