07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

CHEGOU O DIA

São Paulo e Atlético Paranaense decidem a Copa Libertadores da América, que dá ao campeão uma vaga para o Mundial de Clubes da Fifa, a ser realizado no final do ano em Yokohama, no Japão. Para a partida desta noite, no Morumbi, as duas equipes entram em campo em igualdade, porque houve empate no jogo de ida. Se algum time vencer pelo placar mínimo no tempo normal, conquistará o título; em caso de empate, a decisão vai para a prorrogação, persistindo o placar, o campeão do continente será decido nos pênaltis. Se depender das declarações dos dirigentes dos dois clube, a partida promete ser em clima de guerra. O primeiro desentendimento ocorreu no primeiro jogo, quando os paranaenses foram proibidos de atuar no seu estádio, o Kyocera Arena, em razão do regulamento da Libertadores que exige um local com no mínimo 40 mil espectadores. As tentativas de montar um arquibancada tubular no estádio para chegar ao número exigido não funcionaram. Irritado com a própria falta de planejamento, o Furacão resolveu por a culpa no São Paulo, dizendo que o Tricolor teve medo de atuar na Arena. Num ato de ‘vingança’, o clube paranaense chegou a tentar interditar o Morumbi. E quem vencerá o jogo de hoje? Não tenho bola de cristal, mas arrisco em apontar o São Paulo, que é melhor tecnicamente, mais experiente e não perde no Morumbi, pela Libertadores, desde 87.

SEM COMANDO

Romário reapareceu ontem em São Januário e comandou o coletivo do Vasco. Conversou com os jogadores por cerca de dez minutos e mudou mais de meio time. O técnico Dário Lourenço, se limitou a apitar o treino. Nunca vi isso. Romário é apenas atleta. Irritado mesmo com isso ficou o eterno ídolo da torcida vascaína, o deputado estadual Roberto Dinamite, que criticou o presidente Eurico Miranda. A falta de comando no Vasco reflete muito bem a campanha do time no Brasileirão.

É RUIM!

O pacote de reforços que o Vasco pretendia, viria do Paulista de Jundiaí, com o goleiro Rafael, o zagueiro Dema e o volante Amaral. A negociação, porém, não evoluiu. A proposta que o Vasco fez não agradou aos atletas. Além de salário pequeno, pagamento atrasado é ruim demais.

SEGURANDO LÉO

Apesar de Léo ter dito que não jogará mais pelo Santos, a diretoria não vai desistir tão facilmente do lateral-esquerdo. Com a situação cada vez mais complicada de Robinho, o objetivo do Santos é fazer de tudo para não perder mais nenhum jogador considerado “intocável” do seu elenco. A idéia do comando santista é oferecer a Léo um novo contrato e um significativo aumento salarial.

PRIORIDADE

Segundo o gerente de futebol do Corinthians, Paulo Angioni, a contratação do atacante França, do alemão Bayer Leverkusen, virou a prioridade, independentemente de o Alvinegro ter ou não sucesso na negociação com Vágner Love, do russo CSKA.

DEPOIMENTO

Saadi Gadafi, filho do líder líbio Muammar Gadafi e jogador da Udinese, foi convocado a depor pela Procuradoria de Perugia, na Itália. Ele é acusado de “fraude esportiva”, depois que um exame antidoping realizado por ele em 2003 apresentou a substância nandrolona. Saadi Gadafi é, além de jogador profissional, presidente da federação de futebol da Líbia.

NOROESTINO

Marco Buono continua insistindo nas melhorias no Alfredo de Castilho, e já está preocupado com a capacidade do estádio. “Se o jogo inaugural do Paulistão/2006 for Norusca x Corinthians, que público vai caber? É só pensar no que aconteceu contra o Bandeirante, aqui”. Aproveita a oportunidade para lembrar que Sangue Rubro estará domingo, em Jaú, e vai precisar de ônibus fretados para a excursão. “A Sangue está crescendo e pode até virar bloco no próximo Carnaval”, emenda Marcão.

MEMÓRIA

Campeonato Paulista de 1980: Portuguesa 1 x 0 Noroeste, no Canindé, gol de Enéas. Árbitro: Romualdo Arpi Filho. Público pagante: 8.922. Portuguesa: Éverton; César, Daniel González, Cláudio e Fantick (Toninho Braga); Zé Mário, Wilson Carrasco (Amadeu) e Enéas; Toquinho, Caio e Jorge Luís. Técnico: Mário Travaglini. Noroeste: João Marcos; Marco Antônio, Tobias, Jorge Fernandes e Mauricinho; Dedê, Ednaldo (Carlos Roberto Palito) e Maneca; Mardoni, Jorge Maravilha e Wallace. Técnico: João Gualberto Pires. (o técnico João Avelino, que faria sua estréia, não apareceu, e o preparador físico Gualberto orientou o time - no dia seguinte o Noroeste contratou Sérgio Clérice)

NO JERIBÁ

Luiz Maffei, glorioso garçon do Jeribá, lembra que hoje à noite a galera estará reunida para acompanhar a decisão da Libertadores, torcendo pelo São Paulo e com muita cerveja, é claro. O famoso Jeribá Bar fica quase no final na rua Antônio Alves.