As notícias que vêm atualmente da capital da República não são nada satisfatórias para a política ou para a população brasileira e repercutem de maneira ainda mais negativa aqui em nossa cidade. É que a atual administração municipal quer a todo custo terceirizar o serviço de leitura do DAE e entregá-lo ao Correio. Essa empresa atualmente sofre uma investigação da Polícia Federal por fraude e corrupção em seus contratos de licitações. As denúncias feitas contra o Correio viraram até CPI no Congresso Nacional e podem ter desdobramentos bem maiores do que imaginamos. Com relação ao atual momento de Bauru, são tantas as prioridades que a nossa cidade necessita, que não precisamos terceirizar nada.
Por que essa insistência em terceirizar o serviço de leitura? O contrato firmado atualmente entre o DAE e o Correio gera para nós falta de credibilidade, nenhuma transparência e quebra de promessa eleitoral. Bauruenses, acreditem, é para essa empresa que a atual administração municipal insiste em terceirizar o serviço de leitura. Depois desse escândalo, onde fica a credibilidade dessa terceirização. O Correio sofre hoje um escândalo sem precedentes em sua história.
O caso da Emdurb, no começo do ano, não serviu de exemplo? O concurso público do ano passado realizado pelo DAE ainda está em vigência, a autarquia não pode ignorar esta realidade, este concurso público foi realizado de maneira honesta, lícita e com muita transparência. Nomear os candidatos aprovados é o mais justo a fazer.
Ficamos perplexos diante do descaso com o dinheiro público, são trinta mil reais pra cá, quatro milhões de reais pra lá, chega de desmando das nossas autoridades públicas com a população brasileira. Bauru não precisa terceirizar nenhum serviço público, muito menos contratar empresas que não nos passam credibilidade. Por que nada se fala? Terceirizar o serviço de leitura do DAE para o Correio é fingir que nada está acontecendo.
Bauruenses, não podemos nos esquecer que o Correio manchou sua imagem de empresa de maior credibilidade nacional, o escândalo de fraude e corrupção nos contratos de licitações dessa empresa é uma realidade, relatada pela revista Veja e emissoras de televisão. O prefeito, e o presidente do DAE, infelizmente insistem nessa terceirização. Não podemos neste momento fechar os olhos para o que acontece em Bauru. Podem ter certeza, vão encontrar um caminho para o fim dessa autarquia. Mas ainda há tempo de perguntar a toda população bauruense, se precisamos realmente pensar em terceirização.
Francisco Lemos de Almeida - RG 15.506.742-4