Fogem à nossa imaginação as diversas intempéries que um deficiente vem a sofrer em sua vida. Porém, essas dificuldades devem-se quase que exclusivamente à incompatibilidade entre o sistema, a infra-estrutura de nossa comunidade e a deficiência, acentuada pelo descaso, senão marginalização social.
Não se trata de uma novidade a indiferença de nossa sociedade perante os deficientes em geral. Esta sociedade, no entanto, por ironia, mostra-se também deficiente ao ser incapaz de cumprir com sua cidadania, negligenciando os problemas alheios, afinal, o que a sociedade tem que ver com isso, não é mesmo?
E a assistência governamental? Existe em forma de pequena verba concedida periodicamente a algumas instituições, que com certeza está de acordo com a capacidade orçamentária do município, mas ainda assim é insuficiente.
Todavia, nem tudo está perdido. No intuito de suprir a carência de determinadas parcelas sociais em minoria é que são criadas instituições sem fins lucrativos como O Lar Escola “Santa Luzia” Para Cegos, especializado na reintegração do cego à sociedade.
Como já mencionamos, existe o auxílio público, mas queríamos chamar atenção da comunidade para a importância da colaboração de cada um de nós, deixando claro que isso não é apenas um apelo financeiro, mas principalmente social. Neste contexto, convidamos a comunidade para conhecer-nos, não somente a nós, mas também a outras instituições bauruenses que cuidam igualmente para que nossas minorias não sejam friamente marginalizadas.
Seria de extrema injustiça finalizarmos por aqui, sem agradecermos àquelas pessoas que, com muito carinho, vêm ajudando-nos constantemente.
Não carece citação de nomes aqui, afinal, pessoas de posturas tão nobres não necessitam de publicidade.
Luiz Octávio Trípoli Pagani - RG 33.894.328-6 - voluntário