08 de julho de 2026
Geral

Samu passa a gerenciar ambulâncias

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Desde o dia 2 deste mês, o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) centraliza as saídas das chamadas ambulâncias sociais da Secretaria da Saúde. Com o novo controle, cabe ao médico responsável pelo atendimento da Samu decidir qual viatura atenderá a chamada. A medida foi tomada para melhor coordenar os serviços das ambulâncias de acordo com as necessidades do paciente.

Após a implantação do Samu, em dezembro do ano passado, as ambulâncias do serviço municipal da saúde deixaram de fazer atendimentos de urgência e emergência, para remover pacientes que necessitam de atendimento e não têm condições físicas de se locomoverem para unidades públicas de saúde. “(Depois da Samu) estas ambulâncias ficaram sem coordenação definida. Sob gerenciamento da Samu, há melhora do funcionamento do serviço”, explica o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Aigiro Kamada.

Segundo ele, ao atender o chamado de ajuda, o médico responsável pelo atendimento da Samu avalia se o atendimento necessita de viaturas de urgência ou emergência, ou das ambulâncias sociais (veja os critérios abaixo). Após 14 dias da centralização, Kamada afirma que a mudança já alterou o atendimento. “Antes, a resposta deste tipo de atendimento poderia demorar 40 minutos e chegar até oito horas. Agora, conseguimos atender um chamado em até 17 minutos”, afirma.

Atualmente, quatro viaturas fazem os atendimentos de urgência e emergência e cinco, o serviço de ambulância social. As viaturas sociais são divididas entre os serviços de pronto atendimento: duas ficam no Pronto-Socorro Central e as demais nas unidades do Jardim Bela Vista, Núcleo Mary Dota e Vila Ipiranga.

Serviço Público

Seja pelo Samu ou pela ambulância social, os pacientes atendidos são encaminhados somente para unidades públicas de saúde de Bauru. “Nossa referência são os hospitais de atendimento médico do SUS (Serviço Único de Saúde). Atendemos em qualquer lugar, mas o encaminhamento tem que ser hospital público. Caso contrário, iríamos penalizar a população carente”, esclarece Kamada. Segundo ele, se o paciente quiser ser levado para unidades particulares, terá que contratar uma ambulância.

A regra vale também para os serviços oferecidos pelo serviço social do pronto-socorro, que disponibiliza dois veículos a pacientes carentes sem condições físicas de locomoção para fazer sessões de hemodiálise, fisioterapia ou exames exigidos pelo SUS. Para ter acesso ao serviço, os interessados passam por uma triagem pelo serviço social da unidade, que avalia a necessidade econômica ou não do paciente. Após isso, os atendimentos são agendados de acordo com o horário dos veículos.

Caso o paciente possa se locomover, mas não tenha condições financeiras para chegar à unidade de saúde, ele pode fazer o pedido do passe deficiente, concedido pela Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), que também avaliará a condição social e financeira do interessado.

Apesar das possibilidades, o bancário João Aparecido Torquato desconhecia o serviço de locomoção gratuita oferecido pela rede pública de saúde. Na tarde da última quarta-feira, precisou pagar R$ 120,00 por uma ambulância particular para conduzir a mãe dele ao consultório médico, onde ela faria exames solicitados pelo médico do SUS. “Iríamos pegar um táxi, mas, quando ele chegou, minha mãe não conseguia se movimentar. Ligamos para o PS e para o Samu, mas eles disseram que não prestavam este serviço. Como iria agendar algo que não sabia que aconteceria”, questiona.

De acordo com o chefe da sessão médica do Pronto-Socorro Central, Paul Roque Carlotto, o atendimento precisa ser solicitado com antecedência para ser feito agendamento. “Cada caso é um caso. Talvez este (de Torquato) deveria ter sido atendido, mas precisaria estudá-lo para saber o que aconteceu.”

O diretor Kamada acrescenta ainda que, nestes casos, as viaturas de responsabilidade da Samu podem encaminhar os pacientes ao pronto-socorro para que a pessoa volte a ter condições de se locomover e, então, poder se dirigir à instituição particular.

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O que atende

Samu

• Urgência: atendimento imediato é necessário, mas paciente não corre risco de morte. Exemplo: fratura externa

• Emergência: atendimento imediato é necessário e paciente corre risco de morte. Exemplo: infarto

Pacientes são encaminhados somente às unidades públicas de saúde

• Viaturas: 3 básicas e 1 avançada

• Telefone para solicitação: 192

Ambulância social

Casos que não são de emergência nem urgência, quando o paciente não tem condições físicas de ir ao serviço médico

Pacientes são encaminhados somente às unidades públicas de saúde

• Viaturas: 5 ambulâncias

• Telefone para solicitação: 192

Carro de apoio

Oferecido pelo Serviço Social do Pronto Socorro Central a pacientes carentes (sem condições físicas de locomoção) que necessitam de fisioterapia, hemodiálise ou para realização de exames solicitados pelo Serviço Único de Saúde (SUS)

• Viaturas: 2

• Solicitação: paciente deve procurar o serviço social da unidade de saúde mais próxima

Passe deficiente

Oferecido pela Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) a pacientes que necessitam de fisioterapia, mas têm condições físicas de locomoção

• Solicitação: procurar a Sebes para pedir o serviço. Avenida Nuno de Assis, 14-60, Jd, Santana. Telefone: (14) 3235-1224

Fonte: Departamento de Urgência e Emergência da Samu e do Pronto Socorro Municipal