Com seis anos de estrada e palco, a banda jauense Mandrake dá o próximo passo em sua carreira com o lançamento do primeiro CD oficial, que leva o nome do grupo como título. O disco ganha show de estréia em Bauru amanhã, a partir das 16h, na unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc), no projeto À Moda da Casa.
Após um primeiro CD-demo, “Mandrake” reúne canções inéditas compostas de 2001 a 2004 e outras já apresentadas ao público nos shows, como “Vontade” e “Eu Sou Assim”. Além de novos arranjos, a banda tentou levar para as gravações o mesmo espírito de seu som ao vivo. “No CD-demo, o som das guitarras era mais padrão. Dessa vez, conseguimos deixar o som mais limpo, as guitarras mais altas. O som ficou bem mais fiel ao que a banda é nos shows”, comenta Alexandre Ometto (violão e voz).
Além dele, integram a banda Silvano Guarnieri (guitarra), Lúcio Flávio Tebaldi (guitarra), César Guarnieri (baixo e piano) e Well Bueno (bateria). “Há também outra novidade: o César está tocando piano em algumas músicas, uma inclusive mais levada ao piano”, destaca Ometto.
Como um quinteto, a banda congrega diferentes influências em seu som, e a entrada de Bueno na bateria trouxe ainda novos elementos para a mistura. “A escola deles é mais anos 60 e 70, Led Zeppelin e Hendrix, e eu sou mais anos 90, mais rock nacional, e acho que trouxe isso para a banda, até porque o trabalho é em português e temos que ouvir bandas brasileiras também”, aponta Bueno.
“Realmente temos que ouvir de tudo, sem preconceito. A entrada do Well trouxe uma batida diferente, além das influências, para o som da banda. Em uma das músicas do CD, ele gravou apenas com caixa e bumbo, num ritmo diferente que chega a lembrar música eletrônica”, completa Ometto.
E a banda está afiada para os shows. Com repertório voltado para o disco, os novos arranjos das músicas próprias ainda dividem as apresentações com covers de O Rappa, The Who, Led Zeppelin, The Strokes e Paralamas do Sucesso, entre outros.
O disco
A música “Vontade”, que abre o CD, é das mais conhecidas da carreira da Mandrake. Com clima de rock dos anos 70, as guitarras soam alto com a letra de questionamentos e conflitos. A segunda, “Sempre Igual”, é mais lenta e abre espaço para “Eu Sou Assim”, com levada surf music, baixo no comando e letra mais otimista.
O piano, novidade no som da banda, entra em “A Versão” e “Estória pra Dormir”, essa a mais melancólica e destoante no disco. O peso das guitarras volta com “R.C.F.” e “Tarde Demais”, também com clima hardcore. A influência 80’s na banda, meio new wave e Ultrage a Rigor, está em “Corre-corre”, com refrão-chiclete. “Nosso Mal” tem levada mais suingada e “Refrão da Noite sem Fim”, que fecha o disco, tem solo bacana e letra apaixonada, entregando o clima de “Mandrake”, com uma banda segura em busca de seu caminho. O caminho, sem dúvida, é o rock.
• Serviço
Sesc À Moda da Casa apresenta banda Mandrake, amanhã a partir das 16h na área de convivência. Ingressos a R$ 2,00 e R$ 1,00 (estudantes e idosos com mais de 60 anos). Matriculados e crianças menores de 3 anos não pagam. Mais informações: (14) 3235-1750.