A pergunta que não quer calar: até onde vai o mau-caratismo dos intrépidos representantes do que de mais sórdido, imoral e vergonhoso enlameia a classe política brasileira? Francamente, senhores! Até parece que vossas excrescências assimilaram por inteiro a última parte daquele velho ditado, que diz mais ou menos assim: “ou resgatamos a nossa dignidade, ou nos locupletamos todos!” Convenhamos que esse blá-blá-blá em torno do fato de que a corrupção no Brasil remonta aos tempos do seu descobrimento é uma corroída cortina que não tapa mais o sol, mas um mínimo de decência, de equilíbrio e de honradez. Obrigatoriamente deveria pautar vossas ações, e talvez assim não fôssemos obrigados a engolir os “mensalões”, as cuecas recheadas de dólares, as malas voadoras abarrotadas de reais, os escândalos e as falcatruas de gente que devia mesmo estar é na cadeia!
A maior decepção todavia vem exatamente de onde menos se esperaria, uma grei com um passado de combativa oposição, cujos integrantes, envolvidos nesse mar de lama, ao que tudo indica não conseguiram resistir ao canto das $ereia$, e meteram os pés pelas mãos. A nós, passivos eleitores, que ainda não aprendemos a votar, resta exteriorizar nosso inconformismo ante esse bizarro quadro, gritando a plenos pulmões: sandálias da dignidade urgente para a choldra da politicalha tupiniquim!
Marcos Vieira da Silva, Iacanga