09 de julho de 2026
Regional

A arte que transformou a economia do município

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Foi na década de 30 que a arte de bordar ‘brotou’ em Ibitinga, pelas mãos mágicas de mulheres como Dioguina Martins Sampaio Pires, Maria Gonçalves Amorim Grilo, Marieta Macari Pires e Maria Braga. Elas foram as primeiras professoras de bordado da cidade. Na época, a arte era tida como complemento de renda e quem aprendia a bordar eram as jovens senhoras ibitinguenses.

O bordado, que começou sendo feito a mão, logo passou a ser executado nas máquinas de costura, conhecida como ‘maquininha’. O trabalho foi ganhando espaço e as formas de produção evoluíram, assim como as matérias-primas foram se modificando e acompanhando as necessidades e utilidades.

Foi através da escola de bordados Singer que as máquinas elétricas chegaram para as bordadeiras. De acordo com informações da prefeitura, a escola foi montada por Gottardo Juliani, revendedor da marca, que projetou-a especialmente para atender a indústria ibitinguense.

Nesse período, o bordado deixava de ser apenas o complemento da renda familiar e assumia o papel de fonte principal de renda. A partir de então, a atividade passou por inúmeras transformações.

Com a ajuda da tecnologia, as máquinas foram aprimoradas. A matéria-prima utilizada na fabricação das confecções bordadas passou a acompanhar a moda para que o produto final atendesse aos anseios do público-alvo, as mulheres.

Apesar de toda ajuda das máquinas, é pelas mãos das bordadeiras que se obtém o toque que a diferencia e que garante espaço no mercado. O sucesso dos bordados atrai visitantes e compradores de todas as regiões do país. Atualmente, Ibitinga é conhecida como a Capital do Bordado e cerca de 80% da população vive direta ou indiretamente da produção e comercialização do bordado.

Na década de 70, mais precisamente em 74, foi realizada a primeira feira do bordado de Ibitinga. No ano seguinte, foi oficializada como festividade de interesse turístico.