09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Nossa língua... Ah! Nossa língua


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A acadêmica Isolina Bresolin Vianna congratula-se com a cúpula editorial do JC pela contratação de professor visando ao uso correto de nossa língua.

Todas nossas ações estão intimamente associadas aos nossos sentidos. Isso explica a sensação agradável ao saborear uma boa bebida: em primeiro lugar, a visão, formato da taça, cor da bebida; em segundo lugar, o tato ao segurar a taça; em terceiro lugar, o odor da bebida; vem após o sabor; mas antes, para que tudo se complete, o tilintar de taça contra taça, para despertar a audição... Por isso, só por isso, a televisão que é ouvida e vista desperta maior interesse do que o rádio e este menos cansativo do que a leitura. Um comercial veiculado pelo rádio informa-nos que famosa atriz “maqueia” o rosto com determinado produto. Valeu-se o locutor do verbo “maquiar” que significa “medir com maquia”, porção arrecadada por quem trabalha em moagem de grãos.

Fosse correto o verbo, deveria dizer “maquia” o rosto, porque somente os verbos “mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar” conjugam-se como os verbos terminados em EAR, assim: odeio, odeias, etc.

O ilustre comunicador pretendia comunicar que a famosa artista “maquila” o rosto: quem usa cosméticos no rosto, faz maquilagem e não “maquiagem”. O profissional, um maquilador...

Outro erro, esse mais comum, é o emprego do verbo Pegar no particípio. Alguns usam pego (ê); a maioria usa pego (é). E dão a notícia: “O seqüestrador foi pego (é) pela polícia”. Não; não foi. O seqüestrador foi pegado pela polícia. Os que usam pego (ê) ou pego (é) por pegado, deveriam também usar “falo” por falado, “chego” por chegado. Vejam este primor de frase. “Duas horas de espera e o presidente ainda não havia chego”... E por falar em presidente, quero participar da alegria do presidente da Academia Bauruense de Letras, Poeta Munir Zalaf, com a deferência do Secretário Municipal da Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre, que “aponta ainda a possibilidade de promover os encontros da Academia Bauruense de Letras e União Brasileira de Trovadores no local”, ou seja, nas dependência do antigo Automóvel Clube. A alegria é do presidente e dos acadêmicos, mas a vitória maior pertence à própria cidade de Bauru.

Álvaro Baptista Ponte - AB Letras