Como todo publicitário, Roberto Justus acha que o “mundo dos negócios” é pré-determinado por máximas do tipo: Quem quer pouco não consegue nada, Recuar para depois avançar, Parcerias, Necessidades dos clientes, Produtos X e Y, etc... Enfim, todas essas baboseiras vendidas aos empresários que, em um país hilário, são mais desprovidos e desorientados que órfãos, sem rumos e afins.
O programa é um show de incoerências que joga na brincadeira, desde calamidades como o desemprego até colunáveis viagens ao Exterior. Sem sentido, a não ser para um digno publicitário, é sem duvida o pior reality show já importado e adequado para o Brasil.
Enquanto isso, na sala de justiça (CPI), Marcos Valério dá um show de reality show! Ele e sua equipe nos transmitem tudo aquilo que o Justus tenta, mas não consegue. Empresas fantasmas, a mulher como sócia, contratos inexplicáveis, concorrências forjadas, propinas enfim, a real, o fato, a “Vida como ela é”, e não o delírio de um figurante da revista Caras. Seria justos, aliás justo, a CPI ser comercializada, assim como os outros foram (Big Brother, Casa dos Artistas, etc...) com direito até a apresentação do Bial. Fala, Bial!
Gustavo Guareschi - RG 22.011.773