09 de julho de 2026
Polícia

Técnico morre após queda no teatro

Lilian Venturini
| Tempo de leitura: 2 min

O técnico em equipamentos teatrais Alcindo Manesco, 69 anos, morreu ontem após cair de uma altura de 15 metros enquanto fazia reparos em equipamentos do palco do Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves. Encaminhada em estado grave para o Pronto-Socorro Central, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no início da tarde.

Alcindo Manesco era proprietário de uma empresa, homônima, de manutenção em equipamentos teatrais, de Piracicaba. Segundo o secretário da Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre, a empresa foi contratada para fazer a manutenção de equipamentos que dão suporte à iluminação, aos cenários e às cortinas do teatro.

Ontem de manhã, Manesco e mais dois funcionários da empresa, um deles seu irmão, trabalhavam nos equipamentos situados atrás da cortina do palco. No momento do acidente, por volta das 10h, Manesco estava sobre um andaime a 15 metros do chão quando caiu e sofreu ferimentos graves. De acordo com o sargento Carlos Alberto Pereira, do Resgate do Corpo de Bombeiros, responsável pelos primeiros atendimentos, a vítima teve traumatismo craniano e lesões em outras partes do corpo.

O caso foi registrado no 3.º Distrito Policial e será instaurado inquérito policial para apurar as causas do acidente e averiguar se a vítima usava equipamentos de segurança. O laudo elaborado pela Polícia Técnica será emitido em 30 dias. “De acordo com informações dos funcionários, uma polia (roldana) teria caído e atingido a vítima. Em razão do golpe, ela caiu no chão”, explica o delegado titular do 3.º DP Marcelo Haddad.

Ele adianta que, por se tratar de empresa particular, a segurança do funcionário é de responsabilidade da própria empresa. Funcionários do teatro que estiveram próximos da vítima momentos antes da queda disseram não se lembrar se Manesco usava alguma proteção.

Procurado pela reportagem, o irmão da vítima que trabalhava no local, Orlando Manesco, preferiu não comentar o caso.

Reparos

Os serviços prestados pela empresa de Alcindo Manesco fazem parte do calendário de reformas do Teatro Municipal, fechado há duas semanas para reparos internos. Segundo a Secretaria da Cultura, a empresa foi a responsável pela instalação dos equipamentos de iluminação e cenários, em 2000, quando o teatro foi inaugurado e, por isso, foi contratada para fazer a manutenção.

“Foi uma fatalidade. Esta é a melhor empresa para mexer com este tipo de equipamento. Ele (Alcindo) conhecia de tudo aqui, desde as cortinas até as roldanas”, lembra o diretor operacional da Secretaria da Cultura, Sílvio Selva.