09 de julho de 2026
Regional

Eventos para melhor idade são atrativos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Maria Rodrigues Azevedo Silva, 68 anos, não é a mais antiga moradora, mas, com certeza, é uma das mais conhecidas. De um lado para outro, conversando com todos e com um sorriso que lhe é característico, ela é como se fosse uma profissional de relações públicas da cidade, além, é claro, de ser a presidente da Associação da Terceira Idade de Piratininga.

Encarregada de promover os bailes para os jovens nascidos na década de 40, ela extrapola suas funções. “Quando alguém fica doente, eu aviso os outros integrantes da terceira idade para fazer visitas e até ajudar naquilo que for preciso. O povo de Piratininga é muito solidário.”

O dinamismo da moradora faz com que ela consiga realizar dez bailes por ano. “Eu convido as associações da terceira idade de toda a região. Viajo, vou atrás. Tenho pessoas que me ajudam.”

Outro evento do qual ela não deixa de participar junto aos 70 integrantes da associação, são os jogos regionais da melhor idade. “É uma promoção do Fundo Social de Solidariedade do Estado. Pelo quinto ano consecutivo, nós vamos participar.”

Orgulhosa, ela mostra que a participação não é vão. “Depois do regional, vamos ao estadual. Em 2004, fomos para o Guarujá e este ano vamos para a Praia Grande. Temos três troféus de campeão, no buraco, dominó e natação.”

Dificuldades

Para Maria Rodrigues Azevedo Silva, otimista de carteirinha, as dificuldades apresentadas pela cidade são poucas. “Para nós, falta é transporte. Não temos como nos locomover e isso dificulta a participação em eventos da região.”

O sonho dela é que uma empresa de transporte pudesse oferecer um microônibus para os passeios. “Uma empresa privada poderia beneficiar os idosos com o transporte coletivo.”

Sem sede própria, ela usa o Piratininga Tênis Clube para a realização dos bailes. “O clube carece de uma reforma, especialmente no piso e nas piscinas.”

A sonhada sede pode se tornar realidade em pouco tempo, avisa a presidente da associação. “O governo do Estado liberou uma verba e a prefeitura doou o terreno. Iniciamos a construção, mas não temos a previsão de término.”

Na avaliação dela, que mora no núcleo da Cohab, viver em Piratininga é muito tranqüilo. “Os furtos, quando ocorrem, são de eletrodoméstico, mas não são constantes. Aqui, ainda podemos sair e deixar a janela aberta que o vizinho cuida.”