09 de julho de 2026
Bairros

'Gataiada' é único problema no Bosque da Comunidade

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 2 min

O Bosque da Comunidade pode ser considerado um parque “modelo” na cidade, com todos os equipamentos e características que garantem a seus usuários o pleno usufruto de seus benefícios. Além de trilhas para caminhadas, brinquedos para crianças, entre outros equipamentos, o local é cercado, conta com banheiros, possui vigias e tem horário para abrir e fechar, o que evita sua ocupação por vândalos e desocupados em horário noturno.

Por tudo isso, o parque localizado na região central da cidade é o único entre os três bosques “oficiais” da cidade que pode ser considerado como tal. Para a Secretaria do Meio Ambiente (Semma), o único problema que ainda atormenta a administração municipal é o excesso de gatos errantes (sem dono) que habitam a área. “O problema lá é só a ‘gataiada’ que mora no local”, diz Carlos Barbieri, titular da Semma, que estima em cerca de 40 os animais residentes no bosque.

No final do ano passado, o JC revelou a situação e mostrou que ela foi gerada por uma série de fatores (alimentação garantida por moradores da região e abrigo tranqüilo para dormir). A situação divide a comunidade entre os que defendem o bichanos e os que vêem neles um risco à saúde pública. À época, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) alertou para o fato de os gatos errantes não serem vacinados e para os perigos de transmissão de doenças como a toxoplasmose, entre outras.

Em maio deste ano, a situação virou caso de polícia, quando pelo menos oito gatos foram encontrados mortos com sinais de espancamento. A polícia abriu inquérito e informou que os autores, se identificados, poderiam ser punidos com multa e até prisão.

Barbieri disse que já abriu discussão sobre a situação junto ao DSC para encontrar uma saída. Segundo ele, serão feitas pesquisas junto aos freqüentadores do bosque para saber a proporção de pessoas favoráveis e contrárias à presença dos gatos. “Já me reuni com o Mário (Ramos, diretor da DSC) e concluímos que precisamos de uma solução urgente. Se adiarmos isso, o problema pode ficar tão grande que inviabilizará qualquer solução”, diz Barbieri.