08 de julho de 2026
Turismo

Os pontos de apoio

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

A viagem até o Parque Nacional Torre del Paine, na Patagônia, é demorada, cara, mas única diante de sua indescritível beleza. A LAN oferece dois vôos diários com saídas de São Paulo, rumo a Santiago do Chile: um pela manhã, outro, no final da tarde, com duração média de quatro horas.

Obrigatoriamente o viajante precisará dormir na ida e na volta, em Santiago, para agüentar a longa viagem. No dia seguinte, embarca-se também pela LAN para Punta Arenas, com paradas em Puerto Montt - a porta de entrada dos Lagos Andinos - e Puerto Varas. São pelo menos quatro horas de vôo sobrevoando a imensa Cordilheira dos Andes.

Bagagem retirada em Punta Arenas, o portal do “fim do mundo”, onde dependendo da época do ano faz um frio do cão, embarca-se num veículo 4x4 rumo ao parque mais cobiçado do mundo, repleto de lagos cercados pela vegetação nativa e glaciares como o Perito Moreno, que reserva aos turistas uma das visões mais fantásticas de toda a expedição.

Depois de cinco horas de percurso pela Carretera Austral, chega-se ao porto seguro e a tudo o que se deseja estando-se num lugar tão diferente: conforto e aconchego para que se possa descobrir a região em passeios feitos de carro, a pé, a cavalo, em lancha ou bicicleta, que desvendam geleiras, lagos, vales verdejantes e a vida rural.

O Vale da Lua

Rumo ao Norte, depois de três horas de vôo, saindo de Santiago, chega-se ao segundo lugar mais seco do mundo, o Deserto de Atacama, lugar inóspito e único que surpreende pela existência de vida, variedade de áreas geológicas e belezas exóticas.

O deserto começa junto às águas azuis do Pacífico, no porto de Antofagasta, e sobe na direção leste, até terminar aos pés de uma infinidade de vulcões andinos. Lá, onde chove apenas uma ou duas vezes por década e onde a umidade é barrada por uma cadeia de montanhas costeiras, a altitude média é de 2.500 metros.

A cidade mais próxima do deserto é Calama. A poucos quilômetros, por terra, chega-se ao hotel explora Atacama, que garante acomodações confortáveis, pensão completa e passeios.

São muitas as atrações oferecidas pelo deserto aos aventureiros de primeira viagem. Entre elas, as lagunas Miscanti e Miiques, que formam uma paisagem inusitada num deserto, reinando soberadas no meio do deserto e sob a mira de vulcões; o Vale da Lua, cartão-postal do lugar, apresentando uma paisagem de desolação - onde não cresce nenhum tipo de vegetação -, o Pampa Unión - uma vila e um cemitério abandonados em torno de 1930 com o fim da exploração do salitre na região; o Salar de Atacama, terceiro deserto de sal do mundo - o primeiro é o Uyuni, na Bolívia (que faz parte das travesías) e que no passado foi um mar. Há também os Pueblos, vilas que revelam as inóspidas condições dos habitantes do deserto vivendo em casas feitas de rocha vulcânica; o povoado de Chuquicamata, a maior reserva de cobre do mundo e também uma cidade-fantasma devido à contaminação oriunda da exploração de minérios que fez com que seus habitantes se mudassem para Calama; Pukara de Quitor, onde existe a fortaleza inca; os Gêiseres do Tatio, um dos fenômenos naturais mais impressionantes do Atacama, produzindo jatos de fumaça que alcançam 10 metros de altura e com temperatura média de 85 graus, e o Vale da Morte, caminho por onde transitavam caravanas de lhamas, antigo caminho entre San Pedro e Calama.