09 de julho de 2026
Esportes

Seleção Brasileira busca mais um título

Da Redação*
| Tempo de leitura: 3 min

São Leopoldo - A Seleção Brasileira Masculina de Vôlei está na decisão da Copa América, que está sendo disputada em São Leopoldo-RS. Ontem, a equipe do técnico Bernardinho não teve dificuldades para derrotar Cuba por 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/21 e 25/11. O adversário dos brasileiros é a equipe dos Estados Unidos, que ontem derrotaram a Argentina por 3 sets a 2 na outra semifinal.

Após a partida, o levantador Ricardinho fez questão de elogiar a equipe cubana, terceira colocada da última Liga Mundial. “A partida foi difícil, foi uma batalha. A gente vem se se preparando bem e encontramos um bom ritmo de jogo. Esperamos melhorar um pouco mais para conquista do título”, declarou o capitão.

No primeiro set da partida de ontem, a Seleção não deu chances ao time cubano e rapidamente abriu vantagem no placar. O levantador Ricardinho variou bem as jogadas e Giba aproveitou os contra-ataques proporcionados pelos erros adversários.

O segundo set começou equilibrado com as duas equipes trabalhando bem a bola e conseguindo evitar os bloqueios. Aos poucos, o Brasil foi tomando conta do jogo e, melhor postada em quadra, a defesa brasileira fez a diferença na parcial.

No último set, o bloqueio brasileiro se armou bem e não permitiu que Cuba ficasse à frente no placar em nenhum momento. Os potentes ataques de Gustavo, Giba e Dante desmontaram e arrasaram a defesa cubana, na parcial de maior diferença (25 a 11).

Para o técnico Bernardinho, a equipe acabou com sua maior preocupação: a queda de rendimento após o pentacampeonato da Liga Mundial. “Uma queda natural após uma grande conquista. Contra a Argentina, jogamos apenas o suficiente para vencer. Contra a Venezuela, melhoramos. E contra Cuba, fomos bem mais consistentes. Mas não podemos cair na armadilha de acreditar que o mais difícil está feito”, disse o treinador.

Sobre os EUA, o adversário da final hoje, Bernardinho preferiu fazer elogios. â€œÉ uma equipe que carrega uma tradição que vem desde os anos 80, de um time muito organizado taticamente. Eles têm uma boa relação bloqueio/defesa. Não têm um ataque muito potente, mas são fortes no contra-ataque até por causa do enorme poder de organização”, declarou o treinador.

Ricardinho

O destaque do Brasil no jogo de ontem foi o levantador Ricardinho, que apesar da grande atuação procurou evitar o rótulo de melhor em quadra. O que ele não pôde negar, porém, é que fez o papel de líder da Seleção. “Venho me preparando há quatro anos nesse contato direto com o Bernardinho. E ele me dá total liberdade de eu fazer o que quero na quadra. Só não posso passar do limite”, afirma.

Sobre o jogo contra os cubanos, Ricardinho resumiu sua participação e da equipe assim: “Sinto que quando baixo um pouco a guarda, a equipe também baixa. É complicado jogar contra Cuba e é preciso ficar ligado o tempo todo. Como é uma característica minha, vibro, grito, oriento, xingo, brinco... Acho que hoje (ontem) consegui conduzir bem isso. Estamos aí em outra final”, declarou o capitão.

*Com Lancepress!