09 de julho de 2026
Geral

Firmeza e rapidez na maneira de abordar são atitudes de precaução

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

A forma assustadora com que são feitas as abordagens policiais são a principal alegação daqueles que reagem mal às ordens policiais. Mas de acordo com o delegado J.J. Cardia, a firmeza e a rapidez dos policiais são medidas preventivas. No momento da abordagem, eles não sabem com que tipo de pessoas ou situações estão lidando.

“O policial não sabe se ali está um cidadão de bem ou um bandido armado. E ele não vai poder perguntar se é bandido antes de agir. Então, a abordagem tem que ser feita de uma maneira que a pessoa não tenha chance de reagir”, explica.

Por isso, mandar o indivíduo colocar as mãos na cabeça e encostar na parede com as pernas abertas (para dificultar a fuga) ou deitar no chão são as primeiras ordens numa abordagem.

“Enquanto um policial dá cobertura (vigiando os abordados), outro vai revistar a pessoa para saber se está armada. Só então o policial vai pedir os documentos, consultar antecedentes, averiguar o que ela está fazendo ali. Se estiver tudo certo, os policiais pedem desculpas, agradecem a atenção e o cidadão é dispensado”, descreve.

Segundo Cardia, todas essas precauções são tomadas para garantir a segurança não só dos policiais, mas também das pessoas abordadas. “Por susto e nervosismo, a pessoa poderia fazer um movimento brusco, desencadeando uma reação do policial. Se ela pegar uma arma, o policial pode atirar. Então, é para evitar esses erros que as ordens são tão severas”, completa.

O delegado da Polícia Federal Guilherme Lopes Maddarena recomenda, antes de tudo, tranqüilidade e obediência. “A pessoa abordada por um policial deve, antes de mais nada, manter-se calma e fazer tudo o que o policial disser. O policial vai averiguar e, se for uma simples suspeita, vai dar-se por satisfeito”, encerra.