Para o atual prefeito, que já cumpre seu segundo mandato, José Carlos Octaviani, o grande desafio que Agudos terá de enfrentar é se tornar atrativa para a instalação de empresas que possam gerar empregos para a população jovem que está ingressando no mercado de trabalho.
Mesmo com duas grandes empresas, A Ambev e a Duratex, que geram cerca de 3 mil vagas, a cidade carece de mais empregos. “Essas duas empresas geram empregos para Agudos e região, mas não atende toda a demanda.”
Para chamar a atenção dos empresários, o administrador fez obras de embelezamento da cidade e oferece o terreno, isenção de impostos municipais e infra-estrutura. “Com esses atrativos conquistamos, recentemente, pequenas empresas que geraram mais 500 empregos, número ainda insuficiente para a demanda.”
A busca-ativa de indústrias é uma constante na Prefeitura de Agudos, garante o prefeito. “Temos mantido contatos com as empresas ou elas nos procuram. Duas empresas vão visitar Agudos na semana que vem. É um trabalho árduo, porque todas as prefeituras estão fazendo o mesmo. Acredito que a vocação de Agudos é industrial.”
Para Octaviani, o turismo rural ainda gera poucas vagas. “O turismo gera muitas vagas no mercado de trabalho em cidades litorâneas, aqui ainda é muito pequeno o número de turistas.”
Uma novidade que poderá minimizar a situação é a construção de um cinema na cidade. “Agudos foi contemplada com um cinema pelo governo federal. Vamos ter um cinema e a sua construção e instalação deve gerar novas vagas.”
A administração municipal aguarda a liberação de uma verba do Ministério da Cultura par a reforma do cine-teatro São Paulo, desativado há mais de 20 anos. “Se os recursos forem liberados, vamos tentar fazer uma reforma para que ele volte a ter uma forma semelhante a original.”
Favela
Agudos tem uma favela que está com os dias contados, diz Octaviani. “Uma parceria com o CDHU vai pôr fim à favela. Vamos construir 97 casas de alvenaria. Até o final do ano, espero estar tomando café na casa desse pessoal.”