08 de julho de 2026
Regional

Apaixonada pela cidade quer benfeitorias

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A professora Maria Helena Napoleone Cardia, sobrinha-neta do primeiro prefeito de Agudos, Benedito Otoni, é outra moradora apaixonada pela cidade. Foi ela quem criou o Espaço Histórico Plínio Machado Cardia, que preserva parte da história do município que já completou 107 anos.

Para ela, a cidade se desenvolveu numa velocidade diferente das demais. “Eu acho que Agudos teve um desenvolvimento muito grande na década de 50, quando ocorreu a decadência da cafeicultura. O município, que tinha sua economia concentrada no plantio de café, conseguiu atrair duas grandes empresas que hoje sustentam a economia local.”

Na opinião dela, a Duratex e a Ambev são a mola mestra do município. “Agudos tem uma receita espetacular, em função das duas empresas.”

No campo das hipóteses, ela arrisca dizer que o reflorestamento também oferece benefícios ao meio ambiente. “Noto que em Agudos não há grandes tempestades, como em muitas cidades. Acho que a plantação de pinus da Duratex ajuda nessa parte, apesar de não ter certeza.”

Apesar da paixão pela cidade, Maria Helena consegue ver alguns pontos que exigem investimentos a curto prazo. “O tratamento de lixo, é um exemplo. Se ele fosse tratado traria benefícios até para o agricultor, que pagaria menos pelo adubo. O tratamento do esgoto também é necessário para a cidade, assim como a preservação dos prédios históricos e das praças. O jardim central foi totalmente descaracterizado”, reclama.

Outra situação que incomoda a moradora é a falta de educação. “Eu acredito que o uso de drogas é que move a violência. Muitas vezes temos nos deparado com os vidros do museu quebrados ou pichados. Eles não têm consciência de que tudo aquilo faz parte da história deles.”

O trânsito pesado da rua 13 de maio, uma das principais e central, deveria ser desviado, na opinião da moradora. “As construções históricas que ali existem não suportam o trânsito pesado. Na época em que elas foram construídas, se usava apenas cal e terra.”

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Cerveja e madeira

Agudos é sede da Cia. Brasileira de Bebidas, integrante da internacional Ambev que produz 3% da cerveja consumida no Brasil. A cervejaria, que se instalou em 1951 como Cia. de Cervejas Vienense, ficou mais conhecida como Cia. Cervejaria Brrahma, denominação que recebeu em 1954.

Em 1998, a fábrica de Agudos foi agraciada com o título de melhor Fábrica Brahma/Skol e ganhou o prêmio Qualidade Sesi - categoria nacional - no mesmo ano.

A mais moderna indústria de chapas de madeira do tipo MDF - Madefibra, especial para utilização na indústria moveleira, também está em Agudos. A Duratex e Duraflora S/A, inicialmente Sociedade Agropecuária Monte Alegre, em 1957, e que em 1988 foi adquirida pelo Grupo Duratex S/A, ocupa uma área industrial de 350 mil m2 e tem uma área florestal de 13 mil hectares com mais de 30 milhões de árvores do tipo pinus de diversas variedades.