10 de julho de 2026
Cultura

DJ Fabrício Peçanha lança seu primeiro CD

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Um dos pioneiros na cena eletrônica de Porto Alegre (RS) e do País, o DJ e produtor Fabrício Peçanha inaugura a Hypno Series, da gravadora Underground Records Brasil (www.urbr.com.br), com o lançamento de seu primeiro CD mixado. Com 16 faixas de produtores nacionais e estrangeiros, o disco promove um verdadeiro retrato do melhor do techno e da house produzidas atualmente.

Em entrevista ao JC Cultura por telefone, Peçanha, 30 anos e que começou a tocar em festas profissionalmente aos 15, explica que optou por lançar um CD mixado com músicas que ele já vinha tocando em seus sets, elaborados com muita pesquisa na cena eletrônica brasileira e internacional. “Tento fazer um grande trabalho de pesquisa e no CD, tentei colocar bastante gente bacana do Brasil para fazer um CD bem diferenciado. Se optasse por um CD com músicas boas lá de fora, seria mais um CD que todos os DJs fazem. A maioria das faixas é de produtores nacionais”, observa.

Para ele, a cena eletrônica brasileira ainda engatinha se comparada com grandes centros da música, como Inglaterra e Estados Unidos. “Mas estamos crescendo muito e muito rápido. As empresas já perceberam que esse é um mercado importante e estão investindo. O Brasil é um celeiro que exporta DJs e chama muita gente de fora para tocar aqui”, analisa.

Entre as 16 faixas, há músicas dos brasileiros Elton D, B Vision, Gú, Philip Braunstein, Murphy com o alemão Christian Fischer, Anderson Noise com o espanhol Paco Osuna e Alec Araújo, que Peçanha aponta como uma grande revelação nacional. “Ele é um guri de Porto Alegre, coloquei duas músicas dele no CD. É um cara muito bom, acho que tem tudo para estourar”, comenta.

No CD, ainda há faixas de Paco Osuna, Lucca e Davide Squillace. Do próprio Peçanha, apenas “Ritalina” - uma das melhores do disco -, que deve ganhar um clipe nas próximas semanas. “Tenho muitas produções, mas encontrei tanta gurizada que está produzindo coisa boa que preferi deixar só essa música minha. Prefiro mostrar esse pessoal no meu trabalho. Como tenho lançado músicas minhas em vários lugares, optei por dar uma força para essa galera boa”, esclarece.

Em um disco bem construído do começo ao fim, é difícil apontar destaques, mas são contagiantes “Rhythm Is My Business”, de Braunstein, e “New Airs”, de Gú, que abrem o CD, assim como “Open Way”, de Sandro Searcher e “Sarka”, de Alec Araújo. Entre muitas boas faixas, o mérito é mesmo de Peçanha, que transforma as músicas em uma unidade sonora de ritmos que passeiam pelo techno, trance, ambient e eletrohouse, sem nunca esvaziar a pista, assim como os sets ao vivo do DJ.