10 de julho de 2026
Política

Fundo bancará 50% da alimentação do Zoológico de Bauru

Por Ronaldo Schiavone | Com Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de muita discussão, a Câmara Municipal de Bauru aprovou ontem, por oito votos a sete, projeto de lei que transfere os gastos com alimentação do Zoológico para o Fundo de Manutenção do parque, desde que as despesas não ultrapassem 50% dos recursos disponíveis. A mudança foi proposta pelo Poder Executivo, que atualmente é responsável pelas despesas mensais estimadas em R$ 12 mil.

O projeto será votado novamente na próxima segunda-feira e estará pronto para ser sancionado pelo prefeito Tuga Angerami (PDT) caso o placar de ontem seja ratificado, fato que dificilmente deixará de ocorrer. O processo já havia estado duas vezes na pauta de discussões, mas deixou de ser apreciado por divergências quanto a emendas apresentadas.

A proposta original enviada pelo Executivo não estabelecia teto para os gastos. O índice de 50% foi acrescentado por sugestão do vereador Paulo Madureira (PP). A emenda, assinada por outros nove parlamentares, também leva em consideração apenas os recursos que forem depositados no fundo após a publicação da lei. Dessa forma, os R$ 340 mil que já estão no caixa terão de ser gastos necessariamente com manutenção e infra-estrutura.

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) foi um dos principais críticos do projeto. “O fundo é formado basicamente pelo valor arrecadado com bilheteria, que é insuficiente para custear alimentação e manutenção”, argumentou. Outros parlamentares contrários à proposta se mostraram preocupados com a possibilidade do preço do ingresso ser aumentado por conta da transferência de gastos.

Já o vereador Primo Mangialardo (PV) questionou o fato do fundo ter acumulado R$ 340 mil sem que esses recursos fossem investidos. “A administração anterior não teve vontade política para utilizar esse dinheiro”, acrescentou Madureira. Ele aproveitou para sugerir a construção de um restaurante no parque, proposta que também é defendida por outros parlamentares.

O zôo tem mais de 250 espécies, entre mamíferos, répteis, aves e peixes. É um dos poucos no Estado de São Paulo que mantêm um pingüinário. O cardápio varia conforme a espécie do animal. O leão macho, por exemplo, consome cerca de seis quilos de carne por dia. “Ele come fígado e coração bovino, além de coranchim de frango. Nós compramos e também recebemos em doação”, explica Luiz Pires, diretor do parque.

Já o tucano exige cerca de 150 gramas de diferentes tipos de frutas todos os dias. A alimentação dos suricatas é à base de uma mistura de carne com ração para cachorro. Um dos animais de mais requintado paladar é o pingüim, que se alimenta de sardinha.

O número de refeições e a quantidade de alimentos também dependem da espécie do animal, sempre tentando reproduzir as condições em seu habitat natural. “Alguns comem duas vezes por dia. Os carnívoros, geralmente no final da tarde”, frisa Pires.

O Zoológico de Bauru está completando 25 anos com o título de um dos três melhores do Estado e um dos oito melhores do País.

Pauta

Em segunda discussão, os vereadores também aprovaram ontem o projeto que obriga os integrantes de conselhos municipais a apresentarem declarão de idoneidade moral. A proposta, de autoria do Executivo, já havia recebido sinal verde do plenário na última semana.

Situação idêntica ocorreu em relação à propositura que impede empresas que mantêm débitos com as prefeituras onde estão sediadas de participarem de licitações promovidas pela administração municipal de Bauru. O vereados Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) foi o autor do processo.