O Instituto Adolfo Lutz suspendeu a realização dos exames de leishmaniose em cães em todos os municípios do País, inclusive em Bauru, por determinação do Ministério da Saúde. O motivo, de acordo com o comunicado enviado pelo instituto à Secretaria Municipal da Saúde, é a falta de kits para realização dos exames.
A informação é da assessoria de imprensa da prefeitura. Na nota enviada ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a informação é de que houve problemas de fornecimento do material por parte do Laboratório Bio Manguinhos, do Rio de Janeiro, o único no Brasil a fabricar este tipo de produto. Por conseqüência, o CCZ não está coletando sangue dos animais.
Os exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz são o Elisa e o Rifi (reação de imuno- fluorescência indireta) para detectar a doença em animais. Um confirma, ou não, o resultado do outro. Os dois exames estão suspensos no momento.
Coletas diárias
O CCZ vinha realizando, em média, 200 coletas diárias de sangue. Os cães que ainda estão sendo submetidos à eutanásia humanitária são aqueles que já tinham sido confirmados como soro positivos por intermédio de exames enviados ao Instituto Adolfo Lutz, ou por meio de exames realizados em clínicas particulares.
Enquanto o Ministério da Saúde não define quando os kits voltarão a ser fornecidos, os agentes do CCZ estão trabalhando no diagnóstico ambiental das áreas com transmissão, verificando condições de saneamento dos imóveis que são favoráveis à proliferação do mosquito palha, vetor da doença.
Esta é a segunda vez que o Adolfo Lutz suspende a realização de exames de leishmaniose por falta de material. No ano passado, o instituto ficou mais de um mês sem fazer a análise do sangue dos animais de Bauru. Além de cães, a doença atinge humanos. Neste ano, já foram registrados 15 casos de leishmaniose em Bauru e duas mortes.