Sempre gostei de santos, sempre acreditei em santos. Os santos estão por toda parte: protegem-nos, alegram-nos, fortalecem-nos, enchem-nos de esperança! Sempre os achei intangíveis, intocáveis, cultuados, mas dificilmente vistos, mas eis que um dia aparece um em Bauru: São Damião Garcia! Ao contrário de outros bauruenses, Damião Garcia monta seu QG em Bauru e, por adorar futebol, (foi fundamental no título brasileiro corintiano de 90) investe muito dinheiro em Bauru, mais precisamente no Esporte Clube Noroeste, seu outro clube de coração. Conserta, evolui, incrementa as dependências noroestinas, coisas de que até Deus duvida, coisas de santo! Porém, Damião é, antes de tudo, torcedor e humano, ou seja, passível de erros. Dispensa, contrata, ama, exagera, pede, cansa, frustra-se. Afinal, os santos não estão acostumados com humanóides, gente de muito pedir e pouco agradecer! Parece que, de uma hora para outra, São Damião pode tudo, São Damião deve tudo: “Seu Damião, conserta os buracos da minha rua! Seu Damião, patrocina o basquete; patrocina o vôlei; ajuda meu pai; ajuda o hospital; seu Damião, faz um shopping; faz gol no Juventus, faz gol no Oeste, Seu Damião! Ô seu Damião, contrata o Zidane e o Luxemburgo!” Não há santo que resista. São Damião está cansado. Queria mais patrocínio, mais ajuda, mais preces, menos pedidos. Por isso, “devagar com o andor, que o santo é de barro?” Não! São Damião é de ouro. Por isso Faria Neto fê-lo cidadão bauruense. São Damião sabe que o povo não sabe, mas o povo quer saber, quer sofrer menos, quer pedir mais, mas São Damião não está sozinho. Ele tem as nossas preces. Tem o polêmico, o invejado, o também cansado de ingratidões, Celso Zinsly. Por isso, ascenderemos à primeira divisão. Só depende de nossas preces, só depende de São Damião!
Professor Sinuhe Daniel Preto