10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Eletricitários aceitam reajuste de 7,71% e suspendem a greve

Da Redação
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No dia em que a categoria iniciaria greve por tempo indeterminado, 163 eletricitários de Bauru, que trabalham na Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep), aceitaram a proposta do governo do Estado negociada com o Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia-CUT). A paralisação aprovada em assembléia realizada na segunda-feira, apesar de 17 votos contra, acabou sendo suspensa ontem.

Também abandonou a idéia de cruzar os braços em sinal de protesto a maioria dos trabalhadores da Companhia Energética de São Paulo (CESP). O fim da queda-de-braço, no entanto, ocorreu dois meses depois da data-base da categoria, dia 1 de junho.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sinergia, depois de algumas rodadas de negociação, as empresas apresentaram propostas muito parecidas, que foram rejeitadas pela direção do sindicado. Em contrapartida, o governo interrompeu as negociações.

Mas após a paralisação de 24 horas realizada no início deste mês, o governo Alckmin reabriu o diálogo e apresentou uma contraproposta, posteriormente aceita. Os eletricitários receberão reajuste de 7,71% (IPC da Fipe) nos salários e na gratificação de férias.

Também receberão como compensação abono de R$ 350,00, além de aumento de 46,88% no piso dos cargos operacionais, 8,76% no vale-refeição, 55,38% na cesta-básica, 66,67% no auxílio-creche, 100% no vale-lanche das horas extras da Cesp e 133% no mesmo benefício da Cteep.

Um outro avanço importante na opinião do Sinergia foi o recuo do governo do Estado na proposta de demitir 2% do quadro de pessoal em cada empresa.