09 de julho de 2026
Regional

Acusado de molestar filha desaparece

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Garça - Depois de ficar cinco dias preso em uma cela especial da cadeia pública de Gália, um comerciante de 37 anos, acusado de molestar sexualmente a própria filha de 12 anos, foi libertado da prisão e desapareceu.

Os cinco dias na cadeia foi para cumprir uma ordem de prisão temporária. O prazo venceu na terça-feira passada. Antes disso, no entanto, a delegada Márcia Cassoni, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Garça (80 quilômetros de Bauru), solicitou a prisão preventiva do acusado, mas a decisão demorou a sair.

A delegada foi obrigada a libertar o comerciante na terça-feira. O mandado de prisão preventiva só saiu no dia seguinte, mas aí o acusado não foi mais encontrado. Policiais civis de Garça passaram os últimos dois dias procurando o comerciante, mas até ontem à tarde ainda não o haviam localizado.

Com o objetivo de preservar a identificação da vítima, a polícia não divulgou o nome e nem o bairro onde mora o acusado. Caso o acusado seja novamente preso, ele terá de cumprir pena até o julgamento final da ação, segundo informou a delegada.

Ele está sendo acusado de crime contra os costumes. De acordo com o relato feito na DDM, o qual foi confirmado pela vítima, o comerciante molestava sexualmente a filha por meio de carícias íntimas, desde o fim do ano passado.

A denúncia só chegou ao conhecimento da polícia depois que a menina contou o que estava acontecendo a algumas pessoas que freqüentavam sua casa para visitar a mãe, enferma. A vítima teria pedido ajuda e a história foi parar na DDM.

De acordo com a delegada, a menina afirmou que, apesar das carícias, nunca houve sexo entre ela e o pai. Ela teria revelado que os abusos eram sempre cometidos pelo pai quando este estava sob o efeito de drogas. Algumas vezes, o comerciante levava a outra filha de 9 anos para dormir e voltava para a sala onde abusava da filha mais velha.

Segundo a garota, ele exercia pressão psicológica com seguidas ameaças, dizendo que fugiria de casa, abandonando ela, a irmã e a mãe, de 35 anos, que não pode trabalhar devido a problemas de saúde.

O comerciante, quando e se for novamente preso, deverá ser indiciado por atentado violento ao pudor, cuja pena varia de seis a 10 anos de prisão. Um dia antes de receber esta denúncia, a delegada havia solicitado a prisão de outro homem, de 43 anos, que teria abusado sexualmente de um menino de 3 anos.