08 de julho de 2026
Regional

Castelo ainda é referência na cidade

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Castelo Furlani é uma referência em Pederneiras. Vê-lo, ainda que de longe, é conhecer parte da história de Pederneiras, uma vez que ele guarda histórias da cidade e seus primeiros moradores. Foi Fausto Furlani quem o construiu. Em 1911 começou a obra que terminou quatro anos depois.

A obra foi idealizada pelo engenheiro Fausto Furlani e construída com cimento importado da Alemanha em barricas de 90 quilos e telhas de Marselha, França. Apesar da idade, o castelo ainda conserva sua arquitetura européia. Segundo o morador Marino Antônio Furlani, é uma réplica das construções da província de Trento, Áustria, hoje Itália, onde o engenheiro Fausto Furlani vivia por volta de 1876.

O castelo, segundo lembram os parentes, foi construído com a ajuda do pai de Fausto Furlani e de seus irmãos. A obra transformou a região e até mesmo a paisagem foi modificada. As árvores nativas foram substituídas por plátanos e araucárias, plantas, que na época, eram encontradas na região Sul do País.

Fincado num terreno em declive, o castelo era um dos últimos locais “civilizados” antes do sertão para o oeste. Nesta época, Pederneiras sofria com a presença constante de bandidos e a obra tinha que oferecer segurança para os moradores, por isso, uma porta de madeira muito resistente e uma ponte elevadiça no acesso ao 1.º andar foram instaladas.

Mas nem tudo era sinal de antigo no castelo. Para fornecer energia elétrica, foi instalada uma usina de eletricidade movida através do aumento da retirada de água do córrego, tocada por uma turbina. Era a modernidade chegando na cidade.

Atualmente, o Castelo Furlani é considerado um ponto turístico, porém não aberto à visitação. O morador Marino Furlani conserva a obra por respeito, porém acha que as despesas com a manutenção são muito altas.

A área ocupada é de 50 hectares e muitos jardins que rodeiam o castelo exigem manutenção constante. Depois de 94 anos, algumas modificações tiveram que ser feitas, confessa o descendente de europeu. “Tento não descaracterizar, mas tive que substituir a parte hidráulica e parte da rede elétrica que ficaram ultrapassadas. A parte hidráulica era feita em ferro.”