10 de julho de 2026
Regional

Uma grande festa para os pracinhas em Pederneiras

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

“A cidade parou e a população foi recepcionar os pracinhas que lutaram na 2ª Guerra Mundial. Eles chegaram de trem e todo mundo foi para a estação ferroviária”, está é a imagem mais marcante na história de Pederneiras que está gravada na memória de um dos mais antigos moradores, o comerciante Nabih Massud Nachef.

Ele lembra que ainda estudava no ginásio quando a guerra terminou. “Eu tinha uns 14 anos. O comércio fechou e a população, feliz, foi buscar os pracinhas na estação. Foi uma grande festa que eu jamais esquecerei.”

Outro fato marcante para o antigo morador, que vive há 73 anos na cidade, foi a pavimentação feita pelo prefeito Michel Neme. “Quando eu ainda era criança, a cidade tinha seis ruas principais. Elas eram cobertas de paralelepípedo. Quando o Michel Neme entrou na prefeitura, ele asfaltou todas as ruas sem pavimentação.”

Posteriormente, o prefeito mandou retirar os paralelepípedos das ruas principais. “Ele asfaltou a cidade toda. Na época foi uma ousadia, porque nas demais cidades, as ruas eram cobertas apenas de paralelepípedos.”

Nachef relembra com saudade do tempo que tinha uma loja de confecções e tecidos. “O comércio da cidade sempre foi muito bom. Na época eu vendia para a cidade e região. “Vinha gente de Macatuba para comprar em Pederneiras.”

Já naquela época, o comerciante vendia a prazo. “Eu marcava na caderneta. Depois passei a controlar as dívidas com um fichário. Atualmente, não tenho mais loja. Abri um hotel.”

No auge do comércio da cidade, ele chegou a ter mais de 100 clientes. “Eu vendia tecidos e confecções. Vendia muito tecido e os alfaiates confeccionavam os ternos, que era a vestimenta obrigatória dos homens. Tinha umas três alfaiatarias na cidade. Hoje, acho que não tem mais nenhuma. Todo mundo compra as roupas prontas.”

A chegada da Volvo em Pederneiras foi outro marco, na opinião do antigo morador. “Quando a Volvo se instalou aqui, trouxe muita gente da região de Campinas. Aumentou o número de casas e de pessoas. O comércio se modernizou.”