Durante a sessão legislativa de ontem, os vereadores da Câmara Municipal de Bauru também aprovaram o projeto que concede aumento salarial de 0,1% e abono de R$ 100,00 para os servidores da prefeitura. O reajuste já estava sendo aplicado por meio de decreto publicado pelo prefeito Tuga Angerami (PDT), mas agora foi referendado.
Apesar da aprovação por unanimidade, os vereadores de oposição não pouparam críticas a Tuga. “A atitude que o prefeito adotou, de condicionar o abono à aprovação do reajuste de 0,1% na assembléia da categoria, foi lamentável”, disparou.
O líder do prefeito na Casa, vereador Faria Neto (PDT), saiu em defesa do chefe do Executivo. “A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que a prefeitura só pode gastar 54% das receitas com folha de pagamento e nós já estamos próximos desse índice”, justificou.
Projeto semelhante, de autoria da Mesa Diretora da Câmara, concedeu o mesmo reajuste para os servidores da Casa. Mesmo com um fôlego financeiro maior, o presidente do Legislativo, vereador Toninho Garmes (PSDB), argumentou que não seria justo oferecer um índice superior diante das dificuldades financeiras que o município atravessa.
O plenário aprovou, ainda, projeto que redefine o montante de dívida de pequeno valor no âmbito municipal, saltando de R$ 6 mil para R$ 9 mil. Outra propositura que recebeu sinal verde é a que proíbe a Câmara de indicar servidores para conselhos, comissões ou fundos municipais, desde que a participação não seja determinada por legislação estadual e federal.
Os projetos que tratam do parcelamento da dívida de R$ 61 milhões que a prefeitura mantém com a Fundação de Previdência (Funprev) e da instalação de detectores de metais em casas de espetáculos foram sobrestados.