• Adversário errado
Durante a sessão de julgamento das contas de 1999 da Prefeitura de Bauru, o ex-prefeito Nilson Costa iniciou seu discurso dizendo que esperava pelo encerramento da votação até as 16h. O motivo era o amistoso da Seleção Brasileira, que seria transmitido pela televisão. No momento de citar o nome do adversário, porém, Nilson trocou Croácia por Ucrânia.
• Contra o relógio
Com viagem marcada para São Paulo, o vereador Faria Neto (PDT) também estava apressado, tanto que fez o possível para convencer os colegas a não discursarem. O pedetista havia comprado passagem para o ônibus das 17h e respirou aliviado quando a sessão terminou por volta das 16h20.
• Fiel escudeiro
Na galeria da Câmara, o destaque foi a presença do ex-chefe de Gabinete da administração Nilson Costa, Antonio Sérgio Marsola. Ele foi o único integrante do governo do ex-prefeito que acompanhou a sessão de julgamento. O apoio de Marsola e a defesa do advogado Cláudio Bahia não foram suficientes, porém, para evitar a rejeição das contas de 1999.
• Conjunto da obra
Na véspera, o plenário já havia reprovado as contas de Antonio Izzo Filho, que governou Bauru durante os primeiros 33 dias de 1999. Alguns parlamentares chegaram a comentar, nos bastidores, que o julgamento poderia até ser favorável ao ex-prefeito, mas observaram que ele foi condenado pelo “conjunto da obra”, em referência aos anos anteriores da sua administração. O parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi acatado por 12 votos a três.
• Garmes se revolta
O presidente da Casa, vereador Toninho Garmes (PSDB), reagiu com indignação à decisão da prefeitura de cobrar os honorários do Refis antes mesmo que ele publicasse o ato de mesa dando ciência da liminar obtida pelo Poder Executivo no Tribunal de Justiça (TJ). “Recebo essa notícia com muita dor no coração, porque entendo que está havendo um desrespeito com a Câmara Municipal. Não estou satisfeito e não me dou por vencido”, anunciou.
• Reunião/Funprev
A reunião pública para discutir o projeto que autoriza a prefeitura a parcelar dívida de R$ 61 milhões com a Fundação de Previdência (Funprev) será realizada hoje, às 14h, na sede do Poder Legislativo. Foram convidados representantes da fundação e da administração municipal.
• Sandro Fernandes
O advogado do Sindicato dos Servidores (Sinserm), Sandro Luiz Fernandes, rebate o comentário feito por uma pessoa na galeria da Câmara, segunda-feira, em relação ao pagamento de R$ 6 mil por mês para o serviço de assessoria jurídica da entidade. Ele acha que a observação está cercada ou de ignorância ou de má fé, explicando que o valor é destinado a uma equipe jurídica do Sinserm, composta por três advogados.
• Abrangência
Fernandes comenta ainda que a remuneração corresponde ao trabalho realizado sobre demandas individuais e coletivas, inclusive negociações salariais, para seis mil servidores em Bauru, além das bases da categoria em Barra Bonita, Pirajuí, Cabrália Paulista, Balbinos e outras cidades da região.