10 de julho de 2026
Geral

Em tempos de crise, locação de jazigo facilita sepultamento

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Em tempos de dificuldade econômica, adquirir jazigo tornou-se quase privilégio. Mas as famílias já têm a prerrogativa de locar túmulo, ao invés de despender entre R$ 860,00 e R$ 6 mil para enterrar parentes.

Uma empresa de Bauru oferece o serviço, porém apenas aos clientes que adquirirem um plano específico de assistência familiar funerária. “Não atendemos no ato do falecimento. Foi uma forma que encontramos para baratearmos os custos. A idéia é deixar mais acessível”, informa Adriano Sassi, proprietário do Memorial Bauru, empreendimento conhecido como cemitério vertical.

De acordo com ele, a urna é garantida à família enquanto o plano estiver sendo pago. O “aluguel”, neste caso, varia entre R$ 29,00 e R$ 35,00 (valor do plano de assistência familiar) e também dá direito ao cerimonial. A novidade agradou o aposentado José Mário Pinho de Assis, que admite ter enfrentado dificuldades de ordem financeira na ocasião da morte do pai. “Tivemos de desembolsar bastante dinheiro. Vale a pena este aluguel, não tem prazo para desocupar o jazigo”, diz.

No entanto, se a família deixar de pagar o plano de assistência familiar por seis meses, os restos mortais são transferidos para um ossário comum. “A instrução é dar o máximo de chances possíveis à família (para reverter a inadimplência), porque mexe com a parte sentimental. Mas se não houver acordo, contratualmente, podemos retirar (do jazigo “alugado”)”, explica Sassi.

A transferência, porém, aguardará pelo menos três anos para ser efetivada. Segundo o proprietário do Memorial Bauru, nesse período (em que o corpo está em processo de decomposição), a legislação proíbe a retirada. Esse espaço de tempo é respeitado em qualquer cemitério, inclusive no do Redentor, onde os corpos são enterrados na terra.

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Crematório

Uma outra novidade no mercado funerário de Bauru será a instalação de um crematório. As obras ainda não foram iniciadas porque o projeto depende de licenças ambientais, informa o sócio da Organização Terra Branca, Rogério Costa Colnaghi. “Deve começar (a construção) no ano que vem. O prédio terá cerca de 450 metros quadrados, na rodovia Bauru-Marília (rodovia Comandante João Ribeiro de Barros)”, afirma.

Colnaghi não informou qual o montante do investimento, mas esclarece que o equipamento será importado, com tecnologia de ponta. Também desconhece o valor do serviço, que em cidades como São Paulo varia de R$ 370,00 (só a cremação) a R$ 1.800,00 (com a cerimônia).

A família que precisar alugar para o velório uma sala em separado e não dispuser de um plano de assistência familiar pagará em Bauru, só para serviços, entre R$ 170,00 e R$ 500,00. O valor não inclui flores e publicação de nota de falecimento.