09 de julho de 2026
Geral

Pobres são enterrados direto na terra

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Em Bauru, famílias que não adquirem jazido por opção ou por falta de dinheiro sepultam seus parentes direto na terra, no Cemitério do Jardim Redentor. Em casos provisórios, quando o corpo será transferido, o serviço é cobrado (R$ 40,00). No entanto, é gratuito às famílias pobres, a quem também está garantida a cessão de um caixão (do mais simples), cujo preço no mercado varia de R$ 85,00 a mais de R$ 10 mil.

“Damos o funeral para quem não tem condição (de pagar). Preparamos o corpo e a família vela em casa, na comunidade ou na igreja. Depois vamos buscar (para levá-lo ao cemitério do Redentor)”, explica José Tavares da Silva Martins. Ele é gerente da Funerária Cidade Bauru e dos quatro cemitérios municipais (Redentor, Cruzeiro do Sul, Saudade e São Benedito).

De acordo com Martins, para ter direito ao benefício, a família deve atestar pobreza, situação analisada pela funerária municipal. Mesmo os mais humildes recebem documento com a localização do sepultamento, onde um outro corpo pode ser enterrado, passados os três anos estabelecidos por lei.

Por mês, em média, 25 pessoas são enterradas nestas circunstâncias no cemitério do Jardim Redentor, onde outros 25 corpos, aproximadamente, são sepultados provisoriamente (na terra, mas mediante pagamento de R$ 40,00, ou seja, de modo particular).

No mesmo cemitério também são realizados cerca de 30 enterros em jazigo, como acontece nos outros cemitérios municipais. No entanto, no da Saudade e no São Benedito, apenas são sepultados parentes de famílias que já têm túmulo no local, porque não há espaço para novos.