As manchetes nos jornais são essas: “Lula pede desculpas à Nação”. Em reunião ministerial, o presidente disse sentir-se “traído” e “indignado”, mas não revelou o nome dos traidores. Cremos que, além disso, deve estar se sentindo frustrado.
Talvez, não tenha ele sido traído pelos “companheiros”, porém, num ligeiro descuido, num leve lapso, traiu a si próprio. Traiu o povo brasileiro, traiu os trabalhadores, traiu a Nação brasileira.
Esse desabafo não é o reconhecimento do erro, não é arrependimento; é o peso da frustração, vendo que os ideais de grande “estadista” desmoronaram com o sopro do vento da dignidade nacional.
Dizem alguns dos seus companheiros que: “A mais impressionante escuridão, é a de uma luz que se apaga”. No caso, penso, não houve escuridão, porque já estávamos habituados a ela; a luz era bruxoleante. O brasileiro é muito crédulo, se comove com muita facilidade quando vê um homem dizendo-se traído e incompreendido, chorar.
Que o povo não caia nesta. Lágrimas de político, são lágrimas de “crocodilo”. Chora para enganar. Isso, hoje, tornou-se rotina.
Se o presidente possuía como ideal assegurar ao trabalhador o direito de viver com probidade e decência, por que adotou e vem mantendo no seu governo o arrocho salarial, arrocho de vida do povo, com salários achatados e indignos, com elevação brutal da carga tributária?
Enquanto isso, a área dos “Poderes”, são tratadas com suma dignidade, e o mais digno respeito. Esta é a “democracia” que o grupo “elite” vem impondo ao povo, à Nação brasileira. Isso é um contra-senso que fere a dignidade do homem, da família, do trabalhador, do povo, da Nação.
Que este episódio sirva de lição ao povo brasileiro. Que se proveite o ensejo, a fim de se fazer aquilo que o “judeu”, porém insigne brasileiro, Boris Casoy, vem há muito bradando: “Passar o Brasil a limpo!"
Exigir das lideranças total reformulação das nossas leis, a fim de que crimes hediondos e contra a dignidade da Nação sejam severamente punidos. Isso sem proteger falsas dignidades que se abrigam sob mantos purpúreos. Dignidades desumanas, incívicas, personalistas.
Que se reformulem as leis referentes à política administrativa da Nação, não permitindo que bandos de sicários venham se impor como membros de partidos políticos. Melhorar o sistema educacional, visando a formação integral do cidadão; quer no sentido intelectual, moral ou cívico.
Que a Justiça seja justa, rápida e realmente acessível a todos; não apenas em teoria. Faça-se a Justiça valer com firmeza, com dignidade, humanismo, irmanando o povo e Nação brasileira, sem qualquer laivo de preconceito.
Podem estar cientes: se assim o fizermos, o Brasil, em breve, virá agradecer aos seus filhos, aqueles brasileiros que tiveram a coragem de arrancá-lo do caos, orientando-o no caminho do progresso, do respeito, do direito e da razão. Ideal de um povo sofrido, porém esperançoso com relação ao raiar de uma nova “aurora”, de uma nova vida de felicidade!
Áureo Corrêa de Souza - RG 3.538.605