A partir da próxima semana, merendeiras da rede de ensino municipal de Bauru vão ter aulas práticas e teóricas sobre manipulação e higienização de alimentos. Os orientadores serão estudantes do curso de nutrição da Universidade do Sagrado Coração (USC), sob coordenação dos professores da instituição. A atividade faz parte do “Projeto Merenda”, resultado de um convênio entre a Secretaria Municipal de Educação e a universidade, apresentado ontem. Além de melhor capacitar estas as profissionais, o programa pretende melhorar a educação alimentar dos alunos.
A iniciativa não é novidade na cidade, mas voltou aos planos da secretaria este ano. Segundo a titular da pasta, Ana Maria Lombardi Daibem, a intenção é atualizar o conhecimento das cerca de 80 merendeiras da rede municipal para melhorar a qualidade do serviço oferecido por elas. “(Além das merendeiras), será feito um trabalho de avaliação e educação alimentar com os alunos. O projeto é amplo, não tem fim. A idéia é que ele caminhe e se renove ao longo dos semestres”, explica.
As orientações às merendeiras e às crianças serão dadas pelas alunas do quarto ano do curso de nutrição da USC e orientadas pelos professores da universidade. Ao todo, 25 profissionais estão ligados ao projeto. “Queremos melhorar a nutrição e qualidade de vida das crianças. Mas não queremos educar a criança apenas para merenda. Queremos também levar a alimentação saudável para a casa delas”, lembra a coordenadora do curso, Teresa Cristina Bolzan Quaioti.
Ela explica ainda que, paralelamente às aulas, parte dos estudantes vão visitar as cozinhas das 74 unidades da rede municipal para realizarem um levantamento da estrutura física existente. “Se for o caso, solicitaremos melhorias à prefeitura”, lembra. Após conhecer a realidade de cada escola, a intenção é ajudá-las na elaboração do cardápio da merenda.
Inicialmente, apenas unidades da rede municipal serão atendidas. Juntas, elas somam 22 mil alunos, desde creches até a 8ª série do ensino fundamental. “É uma fase inicial e seria complicado atender todas as escolas. Mas depois iremos discutir com a rede estadual também”, explica a Daiben.
Segundo ela, não foram previstos gastos para a fase inicial do programa - aulas, avaliação alimentar dos alunos e visita às estruturas físicas. “À medida que as necessidades forem detectadas, certamente deveremos implementar recursos. Mas antes prefiro ouvir o diagnóstico que (professores e alunos) irão fazer”, conclui a secretária.