Como a falta de manutenção preventiva e de conhecimento técnico e comprometimento do operador foram apontados como fatores que contribuem para a depreciação da frota, a intenção da prefeitura, também em parceria com o Senai, é treinar os servidores com cursos que vão desde liderança pessoal, passando por informática básica, fundamentos de eletricidade, noções de mecânica automotiva, até metrologia para mecânicos.
O diretor do Senai, Reinaldo Munhoz, lembra que a reciclagem de funcionários é uma outra frente interessante do projeto, é uma motivação para os servidores e pode resultar em economia de até 80% para a administração. Para Munhoz, é fundamental que o motorista conheça os limites do veículo que dirige. Ele lembra que é comum empresas perderam até um motor por semana pelo uso inadequado do equipamento.
Os cursos, com aulas que variam de 20 a 80 horas, têm custo mas de acordo com o diretor do Senai, é possível firmar um termo de cooperação por meio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para que a prefeitura não precise dispor de recursos nesta segunda etapa.
De acordo com Munhoz, este projeto, que está sendo implantado também nas prefeituras de Lençóis Paulista e Botucatu, é uma inovação na região. “É mais comum prestarmos este tipo de assessoria a empresas privadas”, diz.
O prefeito Tuga Angerami considerou o trabalho do Senai de primeira linha e disse que fica mais fácil, já com o plano de ação definido, implantar o projeto, logo que a Prefeitura recupere suas finanças.