08 de julho de 2026
Ser

Presentear gera prazer

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Não há nada mais satisfatório do que usar uma peça produzida por si mesma, opinam as artesãs de hobby.

Na primeira aula de fabricação de bijuterias, a professora Mônica Moreira, que nunca havia feito nenhum curso de artesanato ou artes plásticas, revela sua expectativa ao poder contar com suas própria criatividade na hora de compor o visual. “Uma amiga que trabalha com isso há alguns anos me incentivou e resolvi aprender”, aponta.

Um pouco mais experiente do que a colega de sala, a dona de casa Lourdes Sanches abusa da imaginação e capricha na produção de brincos, colares e pulseiras. Grande parte desse mostruário é entregue como presente a amigas, primas e sobrinhas.

“Às vezes estou pensando longe, aí corro para minhas bijuterias e esqueço. Acaba sendo um hobby. Esses dias vieram uns parentes em casa e levaram tudo”, conta Lourdes. Presentear pessoas queridas também motiva a contadora Olga Maria de Oliveira a praticar tricô, biscuit e bordados. “Quando estou aqui, não estou pensando em nada, apenas em acertar os pontos. É muito bom”, descreve.

Thais Moretti, professora do curso de bijuterias de uma loja próxima ao Calçadão de Bauru, confirma essa tendência do artesanato como hobby. “Muitas pessoas fazem artesanato para relaxar, para si mesma, dar de presente ou ainda revender”, detalha.

A técnica em contabilidade Luci Padovan começou a criar pulseiras de mola em diferentes cores. Depois passou para os brincos, que ajudavam a compor seu look diário. “Quando comecei a usar, vendi 23 pulseiras facilmente. Agora, faço porque gosto, mas se vender, melhor”, diz.

Foi o que aconteceu com Maria Cecília Abramides Gonçalves Silva, professora de música e educação artística. Juntamente com a amiga Joseni Zanchetta, ela começou, há cerca de quatro meses, a produzir bonecas de tecido como hobby utilizando técnicas novas. “Sempre gostamos de artesanato. Pintamos quadros, tecidos, a Joseni dá aulas de pintura e eu faço bolsas. Em relação às bonecas, criamos a técnica e fomos nos aperfeiçoando. Usamos diferentes tipos de materiais, desde tecido até papelão”, detalha.

O trabalho agradou amigos e familiares e logo poderá se transformar em negócio. “Quando fico desmotivada, busco alternativas para passar a hora de forma diferente. Ao fazer um trabalho manual, nós saímos da realidade e passamos a idealizar o que estamos produzindo”, conta Maria Cecília. “Esse trabalho com bonecas nos deixou felizes e todos ao nosso lado estão satisfeitos”, destaca.