O bauruense Juliano Vilela está na Argentina, onde disputa o Campeonato Sul-Americano de Muay Thai, modalidade de luta também conhecida como “boxe tailandês”. Juliano foi convidado pela Confederação Brasileira de Kick Boxe (CBKC) para representar o País na categoria até 75 kg por seu bom desempenho em 2004.
“Consegui bons resultados no ano passado, como no Campeonato Paranaense, que venci e trouxe ainda o troféu de atleta revelação do torneio. Lá ainda fui responsável pelo nocaute mais rápido do torneio. Depois repeti o desempenho no Campeonato Paulista em Campinas”, conta Juliano. “Mas o mais importante foi ter vencido a seletiva para o ‘Storm’, o maior campeonato de muay thai da América Latina”, completa o lutador.
Juliano está na modalidade há nove anos - tem 22 e luta desde os 13 - e se profissionalizou em 2002. “Sempre gostei muito de lutar, quero ir para o vale-tudo, que é mais popular que o muay thai, por isso, estou treinando jiu-jitsu, já que o vale-tudo praticamente junta essas modalidades”, revela.
O muay thai se diferencia do boxe tradicional por permitir golpes com o cotovelo, joelho e chutes de canela, apesar de usar as luvas como os pugilistas. Já em relação ao jiu-jitsu, a diferença é que no “muay” não há luta no chão. “Por isso, é mais difícil, pois não dá tempo de ‘descansar’, como acontece no jiu-jitsu”, analisa.
A modalidade é considerada bastante violenta. “Sim, é um esporte violento, mas nunca me machuquei seriamente”, reconhece o lutador bauruense.
Em Bauru, Juliano treina na Academia Chute Boxe, da qual é proprietário. “Abrimos aulas de muay thai há uns 15 dias e já temos cerca de 70 alunos. Até me surpreendi com a repercussão que tivemos”, revela. Apesar desse bom sinal, Juliano reclama da falta de apoio a modalidades menos populares.
“Para ir para a Argentina ganhamos as passagens da Confederação, mas estadia e hospedagem são por nossa conta. Aqui não conseguimos nenhum apoio. Só a Speed Form vai colaborar com suplementos alimentares. Nosso técnico, o Luciano Boinha, de Piraju, conseguiu o dinheiro com um jantar beneficente lá na cidade dele, onde parece que há mais apoio”, detalha o lutador.
O Sul-Americano começou ontem e será encerrado hoje. Para chegar a uma eventual final, o bauruense terá de vencer pelo menos três lutas, dependendo da chave.