08 de julho de 2026
Geral

Consórcio já encaminhou 60 mil jovens

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) já ajudou a encaminhar para o mercado de trabalho cerca de 60 mil jovens desde a sua fundação, em 1960. São pessoas que vivenciaram disciplina e tiveram a orientação básica para definir seus rumos profissionais.

O comerciante Altamir Donizeti Bertochi, 38 anos, se sente orgulhoso de ter sido aluno do consórcio. Hoje proprietário de duas padarias, ele se diz “abençoado” pelo fato de ter encontrado o Cips na rota de sua adolescência.

“Me matriculei em 1981, quando eu tinha 14 anos. Fiz o curso de mecânica e depois fui trabalhar numa auto-escola, onde fiquei até completar 18 anos. Além do aprendizado, destaco a preocupação dos professores com a formação do caráter e da honestidade dos alunos. Valeu a pena”, conta.

O relato do comerciante é reforçado pelo empresário Jurandyr Sérgio Posca. Ele freqüentou o Cips na época em que a instituição ainda era conhecida pelo apelido de reco-reco. “Trabalhei seis meses na rua, com enxada, na limpeza das guias, sarjetas e calçadas. Depois, fiquei cinco meses estudando internamente. Na seqüência, trabalhei num despachante policial e no Banco Econômico”, conta.

Posca diz que não sabia da existência do Cips. “Na época, eu morava no Jardim Vânia Maria. Fiquei sabendo do reco-reco através de vizinhos. Foram anos de muito trabalho e aprendizado. O ensinamento dos princípios de honestidade foi o que mais me marcou”, comenta.

Advogado formado pela Instituição Toledo de Ensino (ITE), Sidiney Nery de Santa Cruz também é outro ex-aluno do consórcio que sente orgulho da entidade. “Foram seis anos que me valeram o futuro. Trabalhei dois anos como estagiário no Banco Sulbrasileiro e depois mais quatro na Caixa Econômica Federal”, lembra.

Ele diz que até hoje mantém amizades que foram construídas ao longo do tempo que trabalhou nos dois bancos. “A convivência com esse pessoal me orientou na vida. Entidades como o Cips são importantes porque, além de ajudar na renda da família, colaboram também na formação do jovem.”