08 de julho de 2026
Geral

Vacinação atinge 84% das crianças

Diego Molina
| Tempo de leitura: 4 min

Na segunda etapa da vacinação contra a poliomelite deste ano, realizada ontem, foram imunizadas em Bauru 21.593 crianças de 0 a 5 anos, perfazendo 83,83% da população dessa faixa etária da cidade. A meta era atingir pelo menos 95% do quadro, segundo o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Secretaria Municipal de Saúde a Secretaria Municipal de Saúde. Há pelo menos três etapas, o índice não é atingido na cidade.

Na primeira fase da vacinação deste ano, somente 88% do público-alvo recebeu a vacina, ou seja, pelo menos 3 mil podem ainda estar desprotegidas contra o vírus causados da paralisia infantil. No ano passado, a meta também não foi atingida em nenhuma das duas etapas.

Para reverter esse quadro, a Secretaria Municipal de Saúde inovou na maneira de lembrar os pais da vacinação. Cerca de 9 mil alunos das escolas da rede municipal de ensino receberam, nessa semana, fitinhas nas cores verde e amarela, para amarrar no pulso, como um lembrete sobre a segunda etapa da campanha contra a pólio.

Na opinião de Isamara Andrade da Silva, a iniciativa foi interessante. Ela levou sua filha, Aysllan, de três anos, que freqüenta o maternal em uma escola municipal, ao posto do Jardim Godoy, ontem pela manhã. “As fitinhas despertam os pais para trazer os filhos, mas as campanhas normalmente são muito divulgadas. A carteira de vacinação dela está completa, compareço em todas as campanhas”, comenta.

Jefferson Adriano Fulador, pai de Leonardo, de três anos, também concorda com a eficiência da divulgação das campanhas. “Eu sempre trago o Leonardo. Se alguns pais não trazem os filhos, não é por falta de divulgação, sempre temos muita informação sobre a vacinação”, aponta.

Assim como os outros pais que falaram com a reportagem, a mãe de Camile Cristina, Érica Cristina Lima Machado, diz não entender como algumas pessoas não ficam sabendo das campanhas. “Normalmente os postos de saúde avisam no bairro, as famílias se falam, a gente avisa uns aos outros. É a saúde das crianças, a gente tem de se preocupar, não tem porquê não trazer nossos filhos”, diz.

A falta de uma definição mais clara sobre a idade-limite para a imunização causou até uma certa confusão durante a vacinação. A farmacêutica Lúcia Munhoz, mãe de uma menina que completou 5 anos em março deste ano, não conseguiu ser atendida em um posto de saúde ontem. “A atendente do posto se recusou a vacinar a minha filha, que já tem 5 anos completo. Ela ficou até chateada”, contou.

De acordo com a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da prefeitura, Solange Nardo Marques Cardoso, a dose da Sabin é destinada para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias. As que já têm 5 anos completos não necessitam da imunização. “No entanto, se a mãe fizer questão, nós orientamos os funcionários a aplicar a vacina”, frisa.

Munhoz rebate, dizendo que a campanha não deixa isso claro. “Os anúncios que vemos é de que as crianças até 5 anos devem ser vacinadas. Minha filha completou essa idade neste ano e eu acho que ela ainda deve receber a vacina”, frisou, dizendo que procuraria outro posto para receber a dose.

Luta constante

Em diversas unidades de saúde, os servidores e enfermeiros promoveram uma verdadeira festa para chamar atenção dos pequenos. Além do personagem Zé Gotinha, que brincou com as crianças durante todo o dia, os postos realizaram encenações, brincadeiras e atividades de dança.

A campanha deste ano recebeu atenção especial por conta de um alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a entidade internacional, foram registrados 1.053 novos casos de pólio no mundo todo, até o último dia 16. Os países mais afetados pela paralisia infantil são o Iêmem (415 casos), Nigéria (325 casos) e Indonésia (219 notificações). Graças às gotinhas e à vacinação continuada, o Brasil não registra novos casos da doença desde 1989.

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Hepatite B

Aproveitando a presença dos pais, algumas unidades de saúde utilizaram o dia de vacinação contra a pólio para divulgar ainda a prevenção contra a hepatite B, caxumba, rubéola e sarampo. Os servidores distribuíram folhetos informativos sobre as doenças e alertaram da necessidade de vacinação.

A hepatite B é uma doença aguda, causada por vírus, que afeta o fígado e pode levar à morte. Crianças e jovens de até 19 anos que ainda não foram vacinados podem procurar os postos de saúde de segunda a sexta-feira para atualizar sua imunização. É imprescindível levar a carteira de vacinação.

Pessoas com até 49 anos também podem procurar as unidades para renovar a proteção contra caxumba, rubéola e sarampo.