Na década de 1960 era costume em Avaí reunir o pessoal (amigos) na quinta-feira véspera da Sexta-feira da Paixão, a fim de comer uma galinhada, de preferência as do “alheio”.
A reunião preparatória era no Bar do Clidão, onde ficava decidido quem iria roubar e preparar as penosas.
Pontualmente a turma se reunia no referido Bar a fim de comer a galinhada e, por surpresa, naquele dia foi servido cabrito assado.
Na segunda-feira, o senhor Mané das Cabras, dono do cabrito, foi a Delegacia fazer queixa do mesmo ao delegado.
- Doutor uma cambada de Avaí roubou e comeu o meu cabrito, eu quero que o senhor tome as providências, pois quero Cr11.000,00 pelo preço do mesmo.
- Senhor Manoel, o preço é um absurdo. Seu cabrito era de ouro.
- Doutor, o senhor e o prefeito comeram também o meu cabrito e acharam bom, portanto, não está caro.
Diante disso o delegado telefonou ao prefeito e a outros amigos do banquete e meia hora após o senhor Mané das Cabras saiu da delegacia contando dinheiro...
Contada por Sergio Andrade Moreira