08 de julho de 2026
Politicando

O cabrito de ouro


| Tempo de leitura: 1 min

Na década de 1960 era costume em Avaí reunir o pessoal (amigos) na quinta-feira véspera da Sexta-feira da Paixão, a fim de comer uma galinhada, de preferência as do “alheio”.

A reunião preparatória era no Bar do Clidão, onde ficava decidido quem iria roubar e preparar as penosas.

Pontualmente a turma se reunia no referido Bar a fim de comer a galinhada e, por surpresa, naquele dia foi servido cabrito assado.

Na segunda-feira, o senhor Mané das Cabras, dono do cabrito, foi a Delegacia fazer queixa do mesmo ao delegado.

- Doutor uma cambada de Avaí roubou e comeu o meu cabrito, eu quero que o senhor tome as providências, pois quero Cr11.000,00 pelo preço do mesmo.

- Senhor Manoel, o preço é um absurdo. Seu cabrito era de ouro.

- Doutor, o senhor e o prefeito comeram também o meu cabrito e acharam bom, portanto, não está caro.

Diante disso o delegado telefonou ao prefeito e a outros amigos do banquete e meia hora após o senhor Mané das Cabras saiu da delegacia contando dinheiro...

Contada por Sergio Andrade Moreira