08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Metáfora-da-broca


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Às primeiras horas do dia 19 de agosto de 2005, deu vida e solto ao mundo a expressão Metáfora-da-broca, como sinônimo de justificativa tangenciada, explicação que não convence por escamotear o essencial. Foi concebida porque vivemos num mundo de forte demanda por palavras tais como “mentira”, “sofisma”, “inverdade”, as quais, de tanto que são usadas, vão ficando gastas pelo uso, e também porque quero colaborar para a robustez do grupo de idéias afins.

Passemos aos exemplos. “Ora, não me venha com a metáfora-da-broca!”. Isto quer dizer o seguinte: “Por favor, não enrola, me diga a verdade.” Ou: “Conta outra.”

Podemos dizer também: “As CPMIs são ninhos de metáforas-da-broca.”

Se alguém faz um contrato com determinada estatal, e apesar de mil evidências de mau negócio, tenta nos persuadir do contrário, podemos reagir: “Por cima de mim com a metáfora-da-broca?!”

Se inventaram o sanduíche bauru, eu, modéstia à favas, depois de ouvir tantas metáforas-da-broca de políticos, acabo de inventar uma expressão, e, como inventor, sou o primeiro a usá-la no sentido que lhe outorgo. E que seja encaminhada aos dicionaristas.

Júlio Diogo - RG 13.913.827-7