09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Família, fonte de vida, construtora da paz


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Sábado, dia 20 de agosto, encerrou-se a Semana Nacional da Família. Na semana houve momentos de vigília, palestras, caminhada e a missa de encerramento. O que me deixou muito surpreso foi a pouca presença de religiosos nesses eventos. Percebo que a influência da comunidade próxima, diminuiu e cedeu espaço para a influência da sociedade e dos meios de comunicação social, que teve um enorme crescimento. Os empresários de comunicação (TVs) não mostram o devido zelo para a qualidade educativa e moral dos conteúdos que levam às pessoas, aos casais e às famílias.

Muitas vezes destroem o pouco que as famílias fragilizadas tentam construir ou preservar em termos de vida, dignidade e formação. Investem contra a vida intra-uterina, contra a estrutura familiar. As programações muitas vezes visam predominantemente os níveis de audiência, o interesse econômico e a vaidade. Sem contar o mau uso que algumas pessoas fazem da internet.

Parece que a nossa educação só ajuda e ensina a pessoa a tratar com o sucesso, com a competição, com o bem-estar próprio e com as situações favoráveis. Neste tipo de educação quando surgem as dificuldades e os sentimentos negativos, a pessoa se perde e não sabe lidar com a situação. A família, por ser um projeto de Deus, jamais deve ter seus valores invertidos. Precisamos olhar para onde estamos indo. Os custos para a sociedade e para o Estado, que decorrem do fracasso da família na educação de seus filhos são enormes. Os prejuízos humanos são maiores ainda.

Neste século, a convivência familiar mudou muito. A grande proximidade entre pais e filhos foi se perdendo por diversos motivos como: a industrialização, a lei do divórcio, a sobrecarga do papel da mulher dentro e fora do lar, o consumismo e o baixo salário. Muitos procuram a paz e se esquecem que ela começa em casa, nasce no coração de cada um, e deve ser cultivada no âmbito familiar, comunitário e daí para os grandes ambientes, caso contrário ela se torna um sonho impossível.

Por outro lado, está enganada a pessoa que pensa que a paz é ausência de conflito. Na verdade o conflito sempre existe. As pessoas são diferentes, pensam diferente, são educadas de modo diferente e têm opiniões diferentes. É na capacidade de cada pessoa ou do grupo que podemos administrar e resolver esses conflitos. Como vemos, diante dos grandes desafios da atualidade, a família necessita impor a sua identidade própria, preservando seus valores morais e estar sempre preparada para enfrentar com segurança e conhecimento esses desafios que forem aparecendo ao longo da vida. Quanto à Semana Nacional da Família, quem sabe no próximo ano a participação será maior. Até lá.

João Batista dos Santos - RG 12.632.072