09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

Variedade de espécies surpreende pescador

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

Após a conclusão da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta e o enchimento dos lagos, pescar em Panorama tornou-se uma diversão para os freqüentadores. O diferencial da região, o que não ocorre em outros lagos, é que lá a topografia permite que a água do leito do rio Paraná continue em movimento. Isso manteve as espécies nativas, como o dourado, e abriu espaço, nas áreas mais alagadas, para o esportivo tucunaré.

Além desses predadores, há também pintado, piapara, piracanjuba, piau, entre outras espécies. O fato também conta com a colaboração de importantes afluentes, como os rios Verde e Pardo (MS) e do Peixe e Aguapeí (SP), um verdadeiro paraíso para quem gosta de pesca.

Para se aventurar em uma pescaria em Panorama, há diversas possibilidades, inclusive para aqueles que não possuem equipamento de pesca. Quem explica é o guia de pesca Jonas Mendonça dos Santos, 41 anos, lembrando que as diárias completas somam R$ 120,00 acrescidas do combustível. “O ideal é você não misturar os tipos de pescaria. Você pode fazer a opção para pescar piau, piapara e dourado no dia, pois são espécies que estão na mesma região.” O dourado pode ser capturado na rodada, tanto na isca viva (espadinha ou tuvira) como na artificial. Para a pegar a piapara, Mendonça sugere minhoca, milho cozido ou azedo, caramujo ou bigato. “Essas iscas são facilmente encontradas nas casas de iscas vivas de Panorama”, comenta o guia.

Já para pegar o tucunaré, há uma grande variedade de iscas artificiais no mercado. “O pescador pode pegar na isca viva, mas a emoção maior é na artificial”, comenta Mendonça. Ele explica que os guias de Panorama têm seus equipamentos de pesca, como o barco, motor, motor elétrico e todo o conhecimento sobre a região, que é cheia de labirintos.

“Se o pescador trouxer barco, motor e motor elétrico, fica mais barato pegar um guia que não tem equipamento”, orienta Mendonça. Porém, a maioria prefere usar seu próprio barco e motor. “É até uma questão de segurança, pois você faz a manutenção, sabe como está o equipamento que está usando”, acrescenta o guia Sandro Niqueloti, que acompanhou a reportagem.

Contar com um guia preparado é fundamental, principalmente para quem não conhece a região, onde venta com freqüência. “É muito arriscado, pois o lago é grande, são labirintos e ficar perdido do outro lado, com vento, é bastante arriscado. Já ocorreu alguns acidentes com pessoas que se aventuraram a navegar na ventania”, lembra o guia.

* A equipe viajou a convite do Paranoá Clube - Hotel de Turismo www.paranoaclube.com.br