Cabo Frio - A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei venceu o Uruguai por 3 sets a 0, com parciais de 25/7, 25/16 e 25/13, ontem, em Cabo Frio. O jogo foi válido pela segunda rodada do Torneio Classificatório para o Mundial-2006. O Brasil estreou no torneio com vitória sobre o Equador também por 3 sets a 0, anteontem.
O comportamento das jogadoras uruguaias dá a dimensão da diferença entre as duas equipes. A jogadora Cecilia Frattine sonhava jogar contra o Brasil, mas o técnico Rafael Codina não a pôs em quadra. Resultado: Cecilia chorou compulsivamente nos braços da mãe. A razão não foi a derrota de sua equipe. Ela só queria poder marcar um ponto diante da seleção que considera a melhor do mundo.
Com as outras jogadoras não foi diferente. Todas saíram do ginásio com bonés da Seleção. Durante o jogo, comemoraram cada ponto como se fosse um título. Para um time que há quatro anos não disputa um torneio oficial, fazer 36 pontos nas brasileiras é um feito digno de festa.
Codina elogiou a postura de suas jogadoras, que têm média de 22 anos de idade. “Elas entraram seguras contra a melhor do mundo, mas ainda existe um abismo físico, técnico e tático entre as duas seleções. É bom jogar contra o Brasil porque nos dá experiência e acredito que em sete anos poderemos jogar - quem sabe? - de igual para igual com elas.”
O técnico brasileiro José Roberto Guimarães valorizou o fato de as uruguaias terem pelo menos tentado dificultar o jogo, principalmente no segundo set, em que o placar se manteve equilibrado até o sétimo ponto. “O Uruguai foi um adversário melhor do que o Equador”, salientou.
Hoje, a Seleção enfrenta o Peru, às 20h. “A partida de hoje (ontem) foi mais difícil do que a estréia. Amanhã (hoje), vamos enfrentar um adversário tradicional e precisamos ter atenção”, disse o técnico brasileiro José Roberto Guimarães.
Apenas duas das cinco equipes que disputam o torneio garantem vaga no Mundial do Japão, no ano que vem. E a capitã Valeskinha acredita que o Peru tem condições de brigar por uma dessas vagas. “Vai ser um bom jogo, mas a equipe está empolgada e segura. As peruanas são experientes, estão na seleção há mais tempo e não vieram só para participar, mas para tentar a vaga. O jogo vai dar bons rallies, o que não houve contra o Equador”, explica a meio-de-rede.