O pintor Celso Jesus Pedro levou um susto ao ver o fogo se alastrar pela Central de Materiais Recicláveis da prefeitura municipal, no Jardim Redentor, no final da tarde de ontem. Pedro mora em frente ao local, na quadra 1 da rua Hélio Polier. O fogo teria começado por volta da 16h30 na parte descoberta dos fundos do depósito e se alastrado rapidamente. As labaredas atingiram seis metros de altura e o Corpo de Bombeiros levou 25 minutos para controlar o incêndio. Aproximadamente 20% da central foi atingida, mas ninguém se feriu. Até o início da noite a causa do incêndio ainda era desconhecida.
“Vi uma fumaça pequena e, de repente, o fogo já estava aqui (perto de casa). Até peguei a mangueira para resfriar aqui por perto”, conta Celso Jesus Pedro, que mora há 40 metros do local. Além de quatro viaturas dos bombeiros, dois caminhões de apoio do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) foram chamados.
Segundo o segurança do depósito, Jaime Braga Firmino, o fogo teria começado em um ponto pequeno, mas logo se espalhou, sem que conseguisse apagá-lo sozinho. “Acho que foram moradores (próximos) que colocaram fogo”, acredita. Os bombeiros foram chamados por volta da 18h.
Considerado de médias proporções, o fogo se alastrou rapidamente devido à grande quantidade de material inflamável no local. “O que ajudou é que o local é aberto. Mas não chegou a apresentar risco aos moradores por causa da rua (que separa a central) e da direção do vento”, explica o tenente do Corpo de Bombeiros, Artur Scachetti. Segundo ele, a origem do acidente ainda é desconhecida e somente após laudo da Polícia Técnica será possível esclarecer as causas. O Plantão Policial informou que o caso será encaminhado ao 4.º Distrito Policial.
A central recebe todo o material reciclável coletado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) na cidade. Cerca de 1,5 mil quilos de lixo chegam ao local todos os dias e 24 pessoas, integrantes da Associação de Catadores de Material Reciclável, trabalham na separação do material.
De acordo com o secretário da Semma, Carlos Barbieri, ontem ainda não era possível estimar o prejuízo, mas, aparentemente, apenas fitas plásticas (usadas para amarrar fardos) foram danificadas. “Felizmente o estrago foi pouco e o prejuízo também. Mas só segunda-feira faremos um levantamento”, explica.
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Moradores questionam localização
Os moradores que vivem próximos à Central de Materiais Recicláveis, no Jardim Redentor temem a ocorrência de novos incêndios no local. Segundo o técnico Paulo Roberto, é comum pessoas colocarem fogo nas proximidades do depósito para queimar lixo. “A gente mesmo apaga. Já pedimos para tirar daqui (a central), não só pelos riscos de incêndio, mas também por causa dos bichos que saem de lá”, afirma. “Tem muita criança aqui na rua, é muito perigoso”, completa o pintor Celso Jesus Pedro, que mora em frente ao depósito.
O secretário da Semma, Carlos Barbieri, afirma que não há possibilidades de retirar a central do bairro.
Para diminuir os riscos de incêndio, ele adianta que o local passará por reformas a partir do ano que vem. Enquanto isso, a central será cercada para barrar a entrada de estranhos e serão deixadas áreas livres entre os materiais armazenados, para evitar que o fogo se alastre rapidamente em casos eventuais novos de incêndio.