Lençóis Paulista - Unir forças para combater incêndios e situações de emergência. Esse é o objetivo de um grupo de trabalho formado pela Prefeitura de Lençóis Paulista, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e a iniciativa privada.
Em reunião no último dia 18, o prefeito José Antonio Marise (PSDB), representantes das empresas Lwart, Zillo Lorenzetti, dos produtores de cana, do serviço de emergência 192, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), além dos policiais, chegaram à conclusão de que a cidade tem recursos materiais e humanos suficientes para um bom trabalho no combate a incêndios, mas falta articulação. Para isso, decidiram definir um plano de atuação conjunta.
O SAAE tem cinco caminhões-pipa e a prefeitura mais dois, um dos quais permanentemente cheio no almoxarifado municipal para uso em emergências. A Associação dos Fornecedores de Cana do Médio Tietê (Ascana) tem 16 caminhões-pipa com capacidade de 15 mil litros de água cada um, num raio de 15 quilômetros da cidade, 24 horas por dia.
As empresas Lwart e Zillo Lorenzetti têm brigadas de emergência com treinamento e equipamentos de última geração. E a equipe do serviço de emergência 192 tem treinamento de bombeiro civil.
“A cidade tem recursos, só falta estabelecer uma logística para utilização”, definiu o capitão Geraldo Delmonte, comandante do subgrupamento do Corpo de Bombeiros. O combate a incêndios na cidade é uma questão que vem sendo discutida há alguns anos e que se intensificou nos últimos meses. Neste ano, a cidade teve vários casos de incêndios na área urbana, o maior deles na sede da Associação dos Deficientes Físicos de Lençóis Paulista (Adefilp), ocorrido no mês de julho.
Os participantes chegaram à conclusão de que é preciso definir quem receberá as chamadas comunicando incêndios e de que forma vai conferir a extensão do problema para acionar os demais serviços. A Polícia Militar deverá ficar com essa função.
“O ideal seria termos uma unidade do Corpo de Bombeiros, mas como não há recursos financeiros para isso, vamos nos organizar para atender essa necessidade. Podemos caminhar juntos”, diz o prefeito Marise.
O aperto na fiscalização é uma das medidas já decididas. Estabelecimentos comerciais, casas noturnas, escolas e outros locais que recebem grande público devem passar pelo pente-fino, que vai conferir se há equipamentos de combate a incêndios e se os imóveis estão adequados para situações de emergência. A ação está sendo preparada pela Diretoria de Obras da Prefeitura, mas ainda não tem data prevista para começar.