• Proximidade
A recusa do prefeito Tuga Angerami (PDT) em negociar cargos do seu governo não seria o único motivo do descontentamento de alguns vereadores da base aliada. Eles também estariam incomodados com a proximidade verificada entre o chefe do Executivo e os parlamentares Toninho Garmes (PSDB) e João Parreira (PSDB).
• Ciúme masculino
Embora o PSDB faça oposição ao governo Tuga, os vereadores Garmes e Parreira têm defendido a maioria das ações do prefeito e são consultados com freqüência por ele, fato que estaria despertando ciúme. Como reflexo, esses parlamentares não estariam demonstrando o mesmo empenho de outros tempos para garantir os interesses do Executivo na Câmara.
• Desagravo
As críticas de Tuga ao consultor jurídico do Legislativo, Nestor Kobayashi, em razão do parecer contrário ao projeto de parcelamento da dívida da Funprev, desagradaram o vereador José Carlos Batata (PT). Ele anunciou que irá propor à Câmara uma moção de desagravo contra as declarações do prefeito.
• Orçamento
O governo do Estado está promovendo uma série de audiências públicas regionais para dicutir o Orçamento estadual de 2006. O evento de Bauru será realizado hoje, às 9h, na Universidade do Sagrado Coração (USC). Os participantes poderão sugerir investimentos para o próximo ano, identificando as principais carências da região.
• Plurianual
Por falar em receita e ações de governo, o projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) para o período 2006-2009, entregue ontem pelo prefeito ao Legislativo (Tuga foi lá de novo...), aponta algumas diretrizes da atual gestão. O PPA é meta de governo que, por força de lei, tem que ser cumprida ao longo do mandato. O tratamento de esgoto está lá. E, como já foi antecipado, será pago com tarifa extra a ser cobrada na conta d’água.
• Pavimentação
O projeto também traz informações interessantes sobre como o atual prefeito planeja suas ações. Na área de obras, por exemplo, o investimento com bloquetes de cimento (R$ 6 milhões) é maior que o de recape (R$ 4,2 milhões). Embora a previsão para tapa-buraco seja razoável para quatro anos (R$ 5,1 milhões), o investimento com pavimento novo para o período é conservador (R$ 7,4 milhões).
• Novo aterro
Mas as ações divulgadas ontem dão conta de que a administração vai construir um novo aterro sanitário em 2007 e instalar o Restaurante Popular e Cozinha comunitária em 2006. Só não está escrito no PPA, diretamente, se o viaduto sob os trilhos será concluído, embora haja esperança de que a ação popular que discute a dívida da obra gere indenização em favor da prefeitura suficiente para terminar aquele esqueleto de cimento.
• IPTU revisitado
Mas a prova de fogo do governo Tuga no Legislativo não será o PPA. As metas devem até ser aprovadas com certa tranqüilidade. O que o governo terá de conversar muito, articular ainda mais, é a revisão do IPTU. É evidente que essa revisão vai gerar aumento de receita, até porque, no frigir dos ovos, existem mais imóveis pagando IPTU irrisório do que o inverso.