08 de julho de 2026
Geral

Renal crônico da região volta para HB

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Os 15 renais crônicos de Lençóis Paulista, Agudos e outras cidades da região que há pouco mais de um mês foram transferidos para Jaú devido à crise que atingiu o Setor de Hemodiálise do Hospital de Base (HB), voltam a ser atendidos em Bauru a partir de hoje. Com as 24 máquinas de depuração do sangue funcionando, a Associação Hospitalar de Bauru (AHB), entidade que administra os hospitais de Base, Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel, solicitou a volta dos pacientes, que foi autorizada pela Secretaria do Estado da Saúde.

Reinaldo Rocha, superintendente da AHB, afirma que todas as máquinas de hemodiálise estão passando por manutenção preventiva, para tentar evitar quebras inesperadas como ocorreram em julho passado. “Com a volta dos pacientes, normalizamos totalmente o serviço de hemodiálise. Mas a manutenção preventiva continua. Hoje uma máquina está passando pelo teste e amanhã será outra”, explica Rocha.

Na ocasião em que os 15 pacientes foram transferidos para Jaú, seis máquinas estavam quebradas e faltavam insumos para realizar hemodiálise. A medida foi tomada após renais crônicos serem dispensados do HB sem terem realizado o procedimento que filtra o sangue. Através dele são retiradas do sangue substâncias que, quando em excesso, causam prejuízos ao corpo, como a uréia, potássio de sódio e água.

Com a volta dos renais crônicos da região, uma das promessas de Rocha ao assumir o cargo de superintendente da AHB, no início de agosto, o Setor de Hemodiálise do HB tem novamente 109 pacientes, divididos em três turnos de atendimento. “E ainda temos condições de atender até mais cinco renais crônicos de emergência, aqueles pacientes que estão internados e precisam de hemodiálise”, frisa.

O presidente da Associação Bauruense de Apoio e Assistência ao Renal Crônico, Nélson Rosa, aprova a volta dos pacientes que estavam sendo atendidos em Jaú. “Soube hoje (ontem) à tarde que todas as máquinas estão funcionando. Diante disso, acho que não há mais razão para continuarem em Jaú. A maioria dos pacientes é de Lençóis Paulista e Agudos, cidades mais próximas de Bauru. Para os pacientes, a vantagem é a viagem mais curta”, frisa.

O tempo de viagem é importante para os pacientes da região porque eles têm de se locomover de suas cidades para fazer a hemodiálise em média três vezes por semana, para sessões de cerca de quatro horas. O renal crônico necessita do procedimento sob risco de morte. A única alternativa para suspender a hemodiálise é o transplante de rim, mas nem todos os pacientes reúnem as condições para passar pela cirurgia. Além disso, é necessário entrar na fila de doação do órgão.

Mamógrafo

Agora, com as 24 máquinas de hemodiálise em funcionamento, a AHB ainda está com um dos seus dois mamógrafos, o do Instituto de Mama, quebrado. Reinaldo Rocha reafirmou que está esperando a entrada de novos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) no início deste mês para consertar o aparelho que faz exames que ajudam no diagnóstico do câncer. O serviço está orçado em R$ 36 mil. Enquanto isso, o atendimento às mulheres que precisam do exame está sendo feito com o mamógrafo da Maternidade Santa Isabel.