Vinte e sete pesquisadores do Centrinho e sua fundação de apoio, a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (Funcraf), embarcam hoje para Durban, África do Sul para participar de 10.º Congresso Internacional de Fissura Labiopalatal e Anomalias Craniofaciais que será realizado de domingo a quinta-feira.
A informação é da assessoria de imprensa do Centrinho. Em Durban, a busca por soluções no campo das fissuras (fendas) de lábio e palato e deformidades craniofaciais será debatida em vários idiomas, com ativa participação brasileira. O compartilhamento de tratamentos, protocolos, projetos e casos clínicos é apenas um dos pontos altos do congresso.
“Queremos ampliar o debate sobre as síndromes (casos mais graves) com a convicção de que nenhuma anomalia deve deixar de ser atendida de forma completa e integral pelo sistema público”, defende o professor José Alberto de Souza Freitas, superintendente do Centrinho.
O hospital de Bauru, ligado à Universidade de São Paulo (USP), é referência na América Latina no tratamento de fissura labiopalatal. “Nossa equipe já é muiltidisciplinar. Está na hora de falarmos em equipes multiinternacionais”, teoriza. “Quanto mais conversamos com pesquisadores de outros países, melhor compartilhamos nosso conhecimento, lapidado ao longo de décadas a fio. Ao mesmo tempo, podemos adaptar em nosso País as experiências bem-sucedidas em outras realidades”, diz.
Os pesquisadores de Bauru apresentarão na África 41 pôsteres científicos elaborados nos últimos meses. Há trabalhos das áreas de genética, cirurgia plástica, ortodontia, fonoaudiologia, nutrição, serviço social, psicologia e até mesmo da seara do direito. É o caso da advogada Cláudia Berbert - consultora jurídica da Funcraf.
O trabalho - que orbita entre os universos jurídicos e médicos - aborda os direitos individuais e sociais do paciente com fissura já previstos na Constituição, mas nem sempre cumpridos à risca. Berbert viaja com apoio de uma fundação internacional. De forma geral, a ida e estada dos participantes são patrocinadas pela USP, fundações, empresas e órgãos de fomento.