08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Se o Clemente estivesse na Câmara...


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Lendo, aqui no JC, as notícias sobre a leitura da água, fiquei lembrando do Clemente Rezende quando atuava como na Câmara Municipal. Ele abriu comissões processantes contra o DAE por ter visto indícios de corrupção na perfuração de um poço, entre outros processos. Processou uma funcionária, que, se não me engano, hoje é diretora do DAE do qual ele é o presidente. Quando o Clemente ou o Nélio, seu assessor na época, sentiam cheiro de coisa errada, iam direto ao Ministério Público (MP) e procuravam o Toninho Garmes e o João Parreira, entre outros vereadores, para abrir processo contra o DAE. Aí, o Tuga ganhou a eleição (eu votei e trabalhei para o Caio), o Clemente Rezende virou presidente do DAE e o Toninho e Parreira sumiram.

Parece que eles esqueceram tudo. Por aquilo que fico sabendo através dos funcionários do DAE, que são meus amigos, só mudou o presidente e o banco, porque quem manda lá ainda é a turma do Nilson (até a secretária do Clemente é a mesma do tempo do Nilson). A turma do Nilson convenceu o Clemente que fechar com os Correios era um bom negócio e ele está hoje do jeito que eles queriam: desmoralizado na boca do povo (a carta da leitora Paola na Tribuna do Leitor, em 26/8, é um exemplo).

O Clemente lutou por transparência, concorrências honestas e agora faz o contrário. Defende o monopólio dos Correios, quando quem deveria defender seriam os Correios. Se o Clemente estivesse na Câmara Municipal e o Caio fosse o prefeito e o presidente do DAE fizesse o que ele fez, com certeza, ele já teria feito a festa e até teria tentado cassar o prefeito Caio, como fez com o Nilson. A diferença é que, no governo Caio, esta confusão não aconteceria, porque o presidente do DAE teria como assessores os que estão encostados no DAE, hoje e desde o tempo do Nilson). Por que será que o Clemente mudou?

Dirceu Ruiz - RG 12.328.378